
Taxas de juro da Zona Euro sobem para 4%, o nível mais alto de sempre
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou as taxas de juro de referência pela décima vez consecutiva, colocando-as no valor mais elevado de sempre, um aumento de 25 pontos base que deixou as taxas de juro em 4%.
Trata-se de um aumento feito, esta quinta-feira, 14/09, em um quarto de ponto percentual, para 4%, o nível mais alto desde o lançamento do euro em 1999.
“A inflação continua a diminuir, mas ainda se espera que permaneça demasiado elevada durante demasiado tempo”, afirmou o BCE em comunicado.
O banco central, que já aumentou os custos dos empréstimos em 10 reuniões consecutivas, sugeriu uma pausa na sua campanha para trazer os aumentos de preços de volta ao seu objectivo de 2%. Afirmou que, com base na sua avaliação actual, as taxas de juro directoras “atingiram níveis que, mantidos por um período suficientemente longo, contribuirão substancialmente para o regresso atempado da inflação à meta”.
A inflação anual nos 20 países que utilizam o euro permaneceu estagnada em 5,3% no mês passado, à medida que o aumento dos preços do petróleo aumentava os custos da energia.
Há sinais, no entanto, de que os aumentos sucessivos das taxas desde Julho do ano passado estão a restringir a actividade económica.
A economia da área do euro registou um crescimento mínimo no período Abril-Junho, expandindo 0,1% em comparação com o primeiro trimestre.
A Alemanha teve um desempenho pior: a sua produção manteve-se estável no segundo trimestre, sugerindo que a maior economia da Europa está a lutar para recuperar de uma recessão de Inverno, quando o seu produto interno bruto encolheu durante dois trimestres consecutivos.
Os dados mais recentes também não são encorajadores. A produção industrial caiu 1,1% tanto na área do euro como na União Europeia em geral em Julho, em comparação com Junho, informou quarta-feira o gabinete de estatísticas europeu.
A inflação elevada e os aumentos das taxas de juro necessários para a conter também deverão pesar sobre o crescimento nos próximos meses, de acordo com a Comissão Europeia. Na segunda-feira, o braço executivo da UE reviu em baixa as suas previsões económicas para este ano e para o próximo, citando esses dois factores. Espera agora que a economia da UE cresça 0,8% em 2023.
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