
TotalEnergies duplica lucros para um recorde de 36,2 biliões de dólares em 2022
O gigante francês do sector energético, TotalEnergies, registou um lucro líquido recorde de 36,2 mil milhões de dólares em 2022, o dobro do ano anterior, juntando-se aos lucros do sector graças aos preços mais elevados do petróleo e do gás desde a eclosão do conflito russo ucraniano.
O rendimento líquido ajustado do quarto trimestre da TotalEnergies foi de 7,6 mil milhões de dólares, incluindo uma imparidade de 4,1 mil milhões de dólares relacionada com a desconsolidação da sua participação na empresa de gás russa Novatek
O rendimento líquido para os últimos três meses do ano estava em linha com as estimativas dos analistas num consenso da Refinitiv e comparado com 6,8 mil milhões de dólares um ano antes, e 9,9 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2022.
Para a agência France Presse, o lucro líquido registado foi impulsionado pelos preços do gás e do petróleo, é um dos melhores da história do CAC, o índice bolsista que reúne as 40 maiores empresas cotadas em França.
Excluindo as perdas relacionadas com a saída do grupo francês da Rússia, os nível verificado irá intensificar os debates sobre os “superlucros” do sector energético, sobretudo em tempos de crise.
Tal como os seus concorrentes americanos e britânicos, a empresa francesa beneficiou da subida do preço dos hidrocarbonetos, em particular do gás, na sequência da guerra na Ucrânia, que provocou o encerramento dos gasodutos russos e uma corrida ao gás natural liquefeito (GNL) para o substituir em toda a Europa.
No quarto trimestre, o grupo voltou a beneficiar de um “ambiente favorável, bem como do aumento da produção de hidrocarbonetos (+5%) e das vendas de GNL (+22%)”, comentou o diretor executivo do grupo, Patrick Pouyanné, num comunicado de imprensa.
Em 2022, “a empresa aproveitou ao máximo seu portfólio global de GNL”, acrescentou.
Tendo em conta estes resultados, a TotalEnergies vai atribuir aos seus acionistas um dividendo total de 3,81 euros por ação para o ano de 2022, incluindo um euro de dividendo excepcional, já pago em Dezembro de 2022.
Os lucros extraordinários seguem relatórios semelhantes dos rivais BP (BP.L), Shell (SHEL.L), Exxon Mobil (XOM.N) e Chevron (CVX.N), levando a novas chamadas para tributar ainda mais o sector à medida que as famílias lutam para pagar as contas de energia.
O Chefe do Executivo Patrick Pouyanne disse aos repórteres que o cenário global continuava a ser muito favorável às empresas de energia, com o relaxamento das medidas COVID-19 na China a impulsionar a procura.
A TotalEnergies disse que iria propor um dividendo de 2,81 euros por acção, mais 6,4% do que um ano antes e para além de um já anunciado pagamento especial de 1 euro por acção.
Como anteriormente anunciado, reservou uma provisão de $1,7 mil milhões de dólares para impostos extraordinários cobrados na União Europeia e na Grã-Bretanha no quarto trimestre.
TotalEnergies com lucro de superior a 19 mil milhões de euros em 2022
O grupo francês de petróleo e gás TotalEnergies, que encarregou na sexta-feira Jean-Christophe Rufin de avaliar a situação em Cabo Delgado, para decidir se há condições para se retomar a construção da fábrica de liquefação de gás natural, a extrair da bacia do Rovuma, a 40 quilómetros da costa, anunciou hoje um lucro líquido de 19,1 mil milhões de euros em 2022, mais 28% do que no ano anterior e o maior de sempre da empresa.
Segundo a agência France Presse, este lucro líquido, impulsionado pelos preços do gás e do petróleo, é um dos melhores da história do CAC40, o índice bolsista que reúne as 40 maiores empresas cotadas em França.
Excluindo as perdas relacionadas com a saída do grupo francês da Rússia, de mais de 14 mil milhões de euros, o lucro líquido ajustado da empresa chega aos 33,8 mil milhões de euros, um nível que deverá reavivar mais uma vez os debates sobre os “superlucros” do setor energético, sobretudo em tempos de guerra.
Tal como os seus concorrentes americanos e britânicos, a empresa francesa beneficiou da subida do preço dos hidrocarbonetos, em particular do gás, na sequência da guerra na Ucrânia, que provocou o encerramento dos gasodutos russos e uma corrida ao gás natural liquefeito (GNL) para o substituir em toda a Europa.
No quarto trimestre, o grupo voltou a beneficiar de um “ambiente favorável, bem como do aumento da produção de hidrocarbonetos (+5%) e das vendas de GNL (+22%)”, comentou o diretor executivo do grupo, Patrick Pouyanné, num comunicado de imprensa.
Em 2022, “a empresa aproveitou ao máximo seu portfólio global de GNL”, acrescentou.
Tendo em conta estes resultados, a TotalEnergies vai atribuir aos seus acionistas um dividendo total de 3,81 euros por ação para o ano de 2022, incluindo um euro de dividendo excepcional, já pago em Dezembro de 2022.
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