Total já investiu mais de 200 milhões de dólares em empresas moçambicanas

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O projecto de exploração de gás natural da petrolífera francesa Total já investiu mais de 850 milhões de dólares americanos com empresas registadas em Moçambique, dos quais mais de 200 milhões foram gastos com empresas moçambicanas, revelou Thomas Rodriguez, Gestor de Conteúdo Local da referida empresa.

Os números constam de um comunicado alusivo a divulgação de oportunidades de negócio para 2021 em dois seminários virtuais com mais de 100 empresas moçambicanas, realizados semana finda, o primeiro destinado a partilhar oportunidades de negócios para o ano 2021, e o segundo, a capacitar as empresas em matéria de saúde, segurança e ambiente no trabalho, processos e procedimentos de procurement, due deligence e registo de fornecedores. Participaram, igualmente, representantes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Instituto Nacional de Petróleo (INP), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), representantes do Grupo de Conteúdo Local e diversas associações empresariais moçambicanas.

Estes seminários são parte do trabalho multiforme que a Total tem vindo a desenvolver com o desiderato de maximizar a competitividade das companhias locais para maximizar as oportunidades para a participação local , referiu Thomas Rodriguez, avançando que “ o projecto vai continuar a dar preferência às empresas moçambicanas, mas elas deverão ser competitivas, preenchendo os requisitos do projecto em termos de planificação, qualidade, quantidade e custo”.

As oportunidades de negócio foram apresentadas por 4 das empresas contratadas pelo projecto, nomeadamente a CCS JV, o principal consórcio contratado para engenharia, aquisições e construção da instalação de GNL (onshore), a TechnipFMC e a Van Oord, que formam o consórcio MTV, contratado para engenharia, aquisições, construção e instalação dos sistemas sub-aquáticos (offshore) e a Gabriel Couto, contratada para a construção do aeródromo de Afungi. As oportunidades apresentadas incluíram, entre outros, o fornecimento de bens e serviços nas áreas de saúde e segurança no trabalho, construção, manutenção, alimentação, gestão de acampamentos, transporte (rodoviário e marítimo) e equipamentos eléctricos e de escritório.

O projecto Mozambique LNG, com início de exploração previsto para 2024, é o primeiro projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) do país e possui potencial de ser o maior gerador de exportações para a economia, contribuindo para a melhoria da balança de pagamentos, aceleração do crescimento económico a médio termo e geração de ganhos substanciais em receitas fiscais. A Total E&P Mozambique Area 1, Limitada, uma subsidiária integral da Total, opera o projecto Mozambique LNG, com uma participação de 26,5%, juntamente com a ENH Rovuma Área 1, S.A. (15%), Mitsui E&P Mozambique Area1 Limited (20%), ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5%).

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