
UNECA Lamenta Baixo Financiamento Internacional À Energia Solar Em África
Questões-Chave
- África detém 60% do potencial solar global, mas atrai apenas 3% do financiamento energético mundial;
- Secretário executivo da UNECA defende novo acordo internacional para energia limpa e acessível;
- Mais de 600 milhões de africanos continuam sem acesso à electricidade;
- Transformação energética deve ser central na agenda global de desenvolvimento sustentável.
Apesar de possuir 60% do potencial de energia solar do planeta, o continente africano continua a captar apenas 3% do financiamento global no sector energético, denunciou a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), apelando à criação de um novo pacto financeiro que priorize a transição energética em África.
O apelo foi feito por Claver Gatete, secretário executivo da UNECA, durante o Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado recentemente em Nova Iorque. Gatete classificou a situação como “um paradoxo de potencial e negligência”, sublinhando que África, apesar de rica em recursos como energia solar, eólica, hídrica e geotérmica, permanece amplamente ignorada pelos investimentos internacionais.
Segundo o responsável da ONU, o subfinanciamento da energia em África mantém o continente numa situação de privação estrutural. “Enquanto o mundo fala em transição energética, grande parte de África continua presa à privação de energia”, lamentou Gatete.
Exemplificando com casos de crianças que ainda estudam à luz de velas e de clínicas sem acesso a electricidade, Gatete alertou para os efeitos sociais da pobreza energética, que descreveu como “um grande obstáculo ao desenvolvimento em todo o continente”.
Face a este cenário, o dirigente defendeu a urgência de um novo modelo de financiamento energético que apoie a inovação, a criação de empregos e a industrialização sustentável em África. “Precisamos de um novo acordo financeiro energético, que reforce as redes e conduza a transições justas para uma energia limpa e acessível”, propôs.
Gatete acrescentou ainda que a transformação energética africana deve passar das margens para o centro da agenda internacional, não apenas por razões ambientais, mas também por representar uma oportunidade de desenvolvimento económico e prosperidade partilhada.
O apelo da UNECA surge num momento em que mais de 600 milhões de africanos continuam sem acesso à electricidade, o que compromete directamente os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente aqueles ligados à educação, saúde, género e industrialização.
A intervenção de Claver Gatete em Nova Iorque reforça a necessidade urgente de um realinhamento nas prioridades de financiamento internacional. Para África realizar o seu potencial energético e económico, é imperativo que o mundo supere a inércia e canalize recursos concretos para soluções sustentáveis de energia limpa.
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