US$ 290 milhões para requalificação do Porto da Beira

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  • capacidade de manuseamento de contentores passará dos actuais 300 mil para 700 mil contentores por ano

O Governo está apostado em maximizar o potencial do Porto da Beira e tem previsto investir 290 milhões de dólares norte-americanos na expansão e modernização do da infra-estrutura, um dos mais importantes de Moçambique e que serve outros países da região.

Com efeito foi aprovado o Plano de Negócios do Porto da Beira, no qual está o montante em referencia que deverá ser aplicado nos próximos 15 anos em intervenções de expansão e modernização do Porto, dependendo das condições do mercado’, conforme disse Mateus Magala, Ministro dos Transportes e Comunicações.

O Ministro, que falava sexta-feira,  13/10, na abertura do fórum de negócios para o Corredor da Beira, que decorreu naquela cidade, avançou igualmente que os estudos já realizados apontam para um incremento exponencial do volume de contentores manuseados neste porto, em torno de 300 por cento, nas próximas duas décadas.

Assim, como resultado destes investimentos, a capacidade de manuseamento de contentores passará dos actuais 300 mil para 700 mil contentores por ano, entre outras melhorias, como o aumento da capacidade de manuseamento de carga geral, armazenamento, acessos e outros.

‘Reconhecendo o esforço em curso e a crescente demanda, desafiamos a Cornelder de Moçambique [consórcio que gere o porto e linha ferroviária] a prosseguir com os investimentos planificados, devendo atingir o marco de manuseamento de mais de um milhão de contentores, como forma de reposicionar o Porto da Beira nos níveis internacionais de volumes absolutos mais significativos’, afirmou o governante.

Daí que, defendeu Mateus Magala, o investimento na ampliação e modernização do Porto da Beira vai permitir acelerar o crescimento sócio-económico da região centro, além de cumprir o objectivo de tornar Moçambique num provedor de soluções logísticas para os países da África austral.

Mateus Magala, Ministro dos Transportes e Comunicações

De acordo com o Ministro dos Transportes e Comunicações, o Governo tem consciência que o operador portuário não actua de forma isolada e afirma que o seu funcionamento pleno depende do bom desempenho de outros intervenientes, como o transporte rodoviário e ferroviário, linhas de navegação, serviços marítimos, serviços logísticos, agenciamento, despachantes aduaneiros, entre outros intervenientes.

“Nesta perspectiva, o Governo tem estado a mobilizar recursos para o desenvolvimento integrado do Corredor da Beira, como são os casos dos recentes investimentos realizados na dragagem do canal de acesso ao porto, reabilitação da estrada nacional número 6, reconstrução da linha férrea de Machipanda, entre outros investimentos”, enumerou.

A linha de Machipanda, com uma extensão de 318 quilómetros, liga o porto da Beira, no centro de Moçambique, ao Zimbabwe, País que depende desta via para o acesso ao mar para escoar a produção.

Para além da ampliação e modernização de infra-estruturas, a visão do Governo moçambicano é de implementar reformas que permitam a transformação dos corredores de transporte, passando de apenas vias de trânsito de mercadorias para um espaço de desenvolvimento económico, promovendo a industrialização, agricultura, comércio e outras atividades.

“Devem gerar oportunidades concretas de desenvolvimento para os agentes económicos e melhoria da vida das nossas populações que possam gerar emprego de qualidade e renda para o desenvolvimento nacional e regional”, concluiu Mateus Magala.

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