Industrializar para escapar a “armadilha” das matérias primas

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  • Industrialização não é um dos caminhos, é o caminho para o desenvolvimento.
  • A industrialização deve estar na centralidade das estratégias de desenvolvimento do país
  • A promoção da industrialização é o caminho mais promissor e pragmático para a transformação económica rápida, abrangente, inclusiva e sustentável de moçambique.

Falando na Conferência sobre Financiamento à indústria via de Capitais e Banca de Desenvolvimento, , organizada pela Associação Industrial de Mocambique (AIMO), realizado no passado dia 24/11,em Maputo, o PCA da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM),  Salim Valá,  advogou que a industrialização é um caminho seguro a trilhar se Moçambique quer ter um crescimento económico rápido, mas que seja inclusivo e sustentável, e que contribua para gerar mais empregos, reduzir as desigualdades sociais e erradicar a pobreza.

A recomendação do timoneiro da BVM, é que, tendo em conta a realidade e estrutura económica do país, uma estratégia de crescimento económico com inclusão, e que permite melhor inserção no contexto global, deverá fazer uma aposta firme e consistente na industrialização.

“Obviamente que a agricultura e o agro-negócio serão a “porta de entrada” para a transformação estrutural da economia através da industrialização”. Enfatizou Salim Valá, para quem a modernização da agricultura vai permitir o aumento revolucionário da produtividade e da renda dos agentes económicos envolvidos, incluindo a disponibilidade acrescida de alimentos e de matérias-primas para a indústria transformadora do país.

O PCA da BVM sublinhou que um País sem uma indústria nacional forte, dificilmente será um país desenvolvido e economicamente independente, pois estará eternamente preso na “armadilha das matérias-primas” e vulnerável à volatilidade do preço das “commodities” no mercado internacional. Valá reconheceu que industrializar um país não é tarefa de um sector ou apenas do Governo, devendo ter-se uma visão e estratégia consistente e de longo prazo onde se articulam esforços conjugados e complementares do Governo, Sector Privado, Sociedade Civil, Instituições de Formação e Investigação, Parceiros de Cooperação, Instituições Financeiras, enfim, todas as “forças vivas” da sociedade e do sistema económico nacional.

Referindo-se a um outro tópico do momento, o gás natural, Salim Valá disse que não se inflacionar as expectativas, mesmo em relação a outros minerais e hidrocarbonetos. Para ele, a aposta deve ser a transformação de recursos naturais valiosos no país, agregando valor, no lugar de os exportar de forma primária