
Moçambique está a diversificar a sua base produtiva
O Presidente da República Filipe Nyusi, afirmou que Moçambique está em processo de transformação estrutural da sua economia, expansão e diversificação da base produtiva no quadro da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, visando impulsionar e elevar as condições de vida da população.
Falando ontem, em Maputo, na sessão inaugural da Cimeira Global Vozes do Sul, em que participou de forma virtual, Filipe Nyusi, indicou quatro pilares, nomeadamente, o desenvolvimento do capital Humano; o desenvolvimento de infra-estruturas de bases produtiva; a investigação; inovação e desenvolvimento tecnológico e, por último, a articulação e coordenação institucional, como sendo os alicerces do processo de diversificação da base produtiva e transformação económica em curso no País.
Filipe Nyusi partilhou que, para sucesso deste processo de desenvolvimento, o país tem conjugado as suas enormes potencialidades com as oportunidades económicas decorrentes da sua localização geoestratégica na África Austral, na orla do Oceano Indico, com o canal de Moçambique a constituir uma rota estratégica de comércio regional e internacional, incluindo os países do interior.
Nessa perspectiva, o Presidente da República, considera fundamental que o investimento dos países desenvolvidos contribua para a transformação das economias dos países em desenvolvimento, através da industrialização.
O Chefe de Estado salientou que a intensificação da competição entre as potências globais, ameaça a segurança, bem como o investimento de recursos para o desenvolvimento, resiliência às mudanças climáticas e pandemias
‘’Temos muito interesse em desenvolver e fortalecer a cooperação internacional, parcerias produtivas que contribuam para acrescentar valor, transformando os recursos dentro do país e para acelerar o crescimento económico do país e a nível global, visando melhorar as condições de vida das nossas populações, o que passa pelo desenvolvimento humano’’, frisou.
A Cimeira Global Vozes do Sul ocorre numa altura em que a Índia acaba de assumir a presidência rotativa do G-20, devendo, por isso, constituir uma oportunidade para articular as preocupações e aspirações do Sul Global. Nyusi felicitou, a propósito, a República da Índia manifestando a esperança de no decurso do seu mandato confira mais voz aos países do Sul no sentido de as suas preocupações e aspirações serem devidamente atendidas.
A cimeira junta cerca de 140 países contando com a participação de 11 Chefes de Estado ou de Governo de Moçambique, Bangladesh, Camboja, Guiana, Papua Nova Guiné, Senegal, Tailândia, Uzbequistão, Vietname, Mongólia e a própria índia, país anfitrião.












