Petróleo: Preços caem à medida que as reservas estoques dos EUA aumentam preocupações com demanda por combustíveis

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O petróleo caiu pelo segundo dia nesta, quarta-feira, 15/02, numa altura em que um relatório do sector apontava para um amplo fornecimento nos Estados Unidos e ainda devido aos receios antecipados  sobre novas subidas das taxas de juro suscitou preocupações com a fraca procura de combustíveis e com  as perspectivas económicas no geral.

Os stocks de crude dos EUA aumentaram em mais de 10,5 milhões de barris, de acordo com fontes de mercado que citam dados do American Petroleum Institute (API), à frente dos dados oficiais da Energy Information Administration (EIA).

“Simplificando, os EUA estão a nadar em petróleo”, disse Stephen Brennock, da corretora de petróleo PVM.

O preço do barril de petróleo Brent deslizou 1,13 dólares, ou 1,3%, para 84,45 dólares o barril em 0910 GMT, enquanto o crude do West Texas Intermediate (WTI) caiu 1,31 dólares, ou 1,7% para 77,75 dólares.

Os dados da inflação dos EUA e as declarações dos responsáveis do banco central têm motivado preocupações dos investidores e pesaram no mercado. Segundo essas declarações, é provável   que as taxas de juro permaneçam elevadas por mais tempo.

Os responsáveis da Reserva Federal disseram na terça-feira que o banco central dos EUA terá de continuar a aumentar gradualmente as taxas de juro para superar a inflação e sugeriram que as pressões dos preços impulsionadas por um mercado de trabalho quente podem empurrar os custos dos empréstimos mais altos do que pensavam.

Também pressionando o crude foi o anúncio dos EUA, esta semana, de que venderia 26 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica do País, que já está no nível mais baixo em cerca de quatro décadas.

A decisão das autoridades norte americanas foi apoiada no relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, divulgado na terça-feira, no qual o grupo fez a sua primeira revisão em alta, em meses,  para o crescimento da procura mundial e cortou as perspectivas de oferta não-OPEP, apontando para um mercado mais apertado em 2023.

A Agência Internacional de Energia, no seu relatório desta quarta-feira 15 de Fevereiro, também reforçou a sua previsão de procura para 2023.

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