Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) afastou qualquer possibilidade de ruptura no abastecimento de combustíveis no mercado moçambicano.

No entanto, alerta para as dificuldades que as empresas enfrentam devido à falta de reajuste dos preços. A AMEPETROL classifica como “dramática” a situação do sector, por estar a comprar combustíveis mais caros, mas não haver atualizações de preço nos postos de abastecimento. 

“Nós temos fé absoluta que o Governo entende o nosso drama, que é solidário e vai encontrar mecanismo0s para fazer com que as empresas continuem a operar com normalidade”, disse o presidente da associação, Michel Ussene.

Ussene reforçou os alertas da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas que têm sido recorrentes desde o início do ano passado. 

Em causa está o facto de não estrarem a acontecer as actualizações de preço nos postos de abastecimento, que estão abaixo do valor de comprar, acumulando-se uma dívida do Estado junto dos distribuidores.

O Presidente da AMEPETROL assinalou que as descidas ocasionais do preço do crude no mercado internacional não têm aligeirado os custos de importação em Moçambique, porque são anuladas pela subida dos custos de logística, como transporte e seguros. 

“Nos estamos a procura de mecanismo que não lesem o consumidor final, nem o Governo, nem as empresas, para que haja combustível em todo o mercado”, enfatizou.

Essa “equação”, prosseguiu, pode incluir a redução de impostos que incidem sobre os produtos petrolíferos. 

“Entendemos que o melhor mecanismo talvez seja reduzir a carga fiscal, momentaneamente, até que a situação internacional se modifique”, destacou.

O responsável, garantiu à Lusa que não há risco de ruptura nos postos de combustível, ainda para mais durante a época chuvosa, com Moçambique no caminho de várias tempestades.

A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) também afasta o risco de quebras no abastecimento de combustíveis no País, tal como já aconteceu, por exemplo, no Malawi.

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