A comissão internacional, liderada pela aerotransportadora sul-africana “Fly Modern Ark”, indicada pelo Governo no quadro da revitalização da imagem da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), começa a trabalhar formalmente hoje.

A equipa foi apresentada quinta-feira aos gestores da LAM pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, sendo que as partes vão trabalhar juntas durante em período de seis meses ou um ano.

Citado pelo jornal Noticias, Mateus Magala, que acrescentou que ainda não há um número específico de aviões que a empresa sul-africana vai alocar nas operações em Moçambique, devendo tudo depender da avaliação das necessidades e da capacidade que a LAM tem.

Uma vez no terreno, a determinação dos meios necessários vai ser fácil. Segundo o ministro, a questão da redução do preço de passagem é um dos objectivos da nova estratégia de reabilitação e reposicionamento da companhia nacional.

“ Geralmente, a redução de tarifa é em função das economias de escala e eficiência”. Disse.

Certamente, isso tem de ser aliado a uma boa gestão dentro de um ambiente regulatório favorável da aviação civil. É isso que se pretende alcançar com brevidade para que os passageiros possam beneficiar de maior acesso à nossa LAM”, disse Magala.

Recordar que a companhia sul-africana traz consigo os seus aviões e equipamentos de modo a operar e a ajudar na melhoria a gestão da LAM, que se encontra em fase de insolvência.

Recentemente, o Ministro dos Transportes e Comunicações explicou que a decisão de colocar a companhia de bandeira sob nova gestão se segue a uma avaliação realizada no ano passado com suporte do Banco Mundial.

Com base no parecer, o Governo encetou mecanismos para encontrar uma empresa que pudesse, conjuntamente com a LAM, dar outra abordagem sobre o potencial da companhia de bandeira.

Na altura, explicou que a condição actual da LAM não favorece a privatização devido a vários factores, incluindo a existência de dívidas na ordem de 300 milhões de dólares. Por isso, a ideia foi encontrar um modelo de gestão com u privado, a fim de capitalizar os interesses da companhia, sem radicalizar a sua essência de empresa pública.