
BNI financia empreendedorismo rural em USD 60 milhões
Uma linha de crédito de USD 60 milhões está disponível para financiar o empreendedorismo rural em Moçambique. A boa nova é do Banco Nacional de Investimentos (BNI), em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), e será implementado nos próximos seis anos.
A disponibilidade do montante foi anunciado pelo PCA do BNI, Tomás Matola, que mencionou os esforços que o Banco tem vindo a envidar no sentido do fomento da economia rural em toda a sua cadeia de valor.
Aliás, o pacote financeiro está associado à matriz institucional de BNI que preconiza o financiamento e dinamização dos sectores produtivos nacionais e apoio a ligações económicas intersectoriais.
Para implementar este projecto o BNI deverá embarcar no alargamento da sua representação no País, através de abertura de delegações em pelo menos dois pontos estratégicos, designadamente, em Xai-Xai, província de Gaza e Chimoio, na província de Manica.
A estratégia de implementação do projecto comporta o desdobramento de vários agentes implementadores nas comunidades abrangidas, regendo-se por procedimentos que se assemelham a operações de microcrédito.
A ideia é que o fundo seja alocado através do BNI às microcréditos que operam na zona rural, às cooperativas que operam na zona rural e todas aquelas instituições de desenvolvimento a operar na zona rural.
Segundo o último censo populacional, pelo menos 80% da população do país, pertence as zonas rurais com actividades essencialmente agrícolas mas também algumas no domínio da pesca, floresta e pequeno comércio.
Sustentabilidade do fundo
A questão da sustentabilidade emerge neste tipo de iniciativas como uma questão crucial e que exige elevada atenção para não comprometer os objectivos e a viabilidade do Fundo.
O BNI tem na manga várias precauções para assegurar – reembolso de crédito, e todo o circuito positivo associado a este tipo de iniciativas, que devem comportar, necessariamente, rentabilidade e a sustentabilidade.
“Neste fundo nós temos como particularidade uma componente que é de Graduation and Promotion que consiste em tirar os operadores na área rural, que não estão ainda legíveis para aceder ao financiamento e que precisam de formações básicas para que possam ser dada a assistência técnica necessária, de modo a permitir que a sua actividade deixa de ser supra informal e que tenham mínimas condições para aderir e aceder ao financiamento normal”, aferiu Tomás Matola.
Para além de financiar as Microcréditos ou implementadores de desenvolvimento nas zonas rurais o fundo deverá conceder financiamento directo às PME’s.
“E teremos também aquilo que é uma componente de financiamento directo às Médias e Pequenas Empresas que operam na zona rural para permitir que elas trabalhem nas suas actividades e que consigam gerar Cashflow para que no fim do dia possam promover aquilo que é a inclusão financeira através deste fundo”, defende Matola.
A expectativa do BNI é que após cinco anos pelo menos tenham sido beneficiadas 285 mil pessoas, que em termos de impactos transversais e efeitos multiplicadores poderá significar mudanças positivas importantes na paisagem social e económica de uma porção das comunidades rurais moçambicanas.
“O que se espera deste fundo é que abrange cerca de 285 mil beneficiários ao nível nacional, repartidos pelas três regiões e nós esperamos que estes beneficiários ao fim dos 5 anos tenham capacidade de gerar Cashflows e terminado o projecto garantam que consigam manejar as suas actividades sem muita intervenção, para além de permitir que os beneficiários que não tiveram acesso nesta fase possam ser alocados”, concluiu Matola.
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