As perspectivas económicas do País, para o médio prazo são positivas, apresentando uma tendência de consolidação da recuperação económica, com a taxa de crescimento económico média em cerca de 6,4% ao ano, ancoradas na recuperação da actividade económica e implementação dos projectos do gás, não obstante os riscos e incertezas externas e internas persistentes.

Vice-Ministra da Economia e Finanças, Carla Alexandra Louveira

Intervindo num evento do sector privado, a Vice-Ministra da Economia e Finanças, Carla Alexandra Louveira, disse que crescimento económico em 2023 foi revisto em alta para 7,0% reflectindo as novas assumpções sobre a capacidade produtiva do Projecto de GNL Coral Sul, e prevendo-se que, em 2024,  se situe nos 5,9%, influenciado pelo crescimento dos sectores da agricultura (5,7%), indústria extractiva (18,6%), construção (3,7%), transportes e comunicações (5,5%), comércio (4,1%).

Entretanto, apesar de a inflação mundial está a desacelerar face a redução nos preços dos combustíveis e mercadorias não energéticas e o aperto monetário em vários países, a governante vaticina que esta continuará acima dos níveis pré-pandémicos até 2024.

“A estabilidade do metical em relação as principais moedas, a desaceleração dos preços internacionais de combustíveis associado ao aperto da política monetária tem contribuindo para conter a inflação para trajectória de um dígito no médio prazo, prevendo uma taxa de inflação media de 6.5% em 2024, de 5.5% em 2025 e 5% em 2026”, disse a Vice-Ministra da Economia Finanças

Perante esse quadro, segundo a governante, para o médio prazo, o Governo continuará a privilegiar um quadro de política fiscal prudente com o prosseguimento da consolidação fiscal através da implementação do Pacote de Medidas de Aceleração Económica que prevê reformas fiscais e estímulo a economia bem como o desenvolvimento do sector privado por via de investimento e crescimento dos sectores produtivos através de medidas de reforma para a melhoria do Ambiente de Negócios, Transparência e Governação.

“Para os próximos anos, perspectiva-se a expansão do investimento público, a ser influenciada pelo alívio às restrições do financiamento externo com o novo Programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada (ECF) que visa promover o crescimento sustentável, inclusivo e a estabilidade macroeconómica a longo prazo”, disse.

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