
África recebeu ontem garantias de que serão fornecidos cercais, em quantidade e qualidade, para ajudar a aliviar o impacto da fome no continente, que viu, no último ano, redução drástica destes produtos com origem na Rússia, na sequência das sanções ocidentais.
A garantia foi dada por Vladimir Putin, na abertura, ontem, 27 de Julho, da II Cimeira Rússia-África, que hoje, 28 de Julho, termina na cidade de São Petersburgo, norte do país, com a presença de vários chefes de Estado africanos, incluindo o seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi.
O Presidente russo disse aos líderes africanos que o seu país lhes oferecerá dezenas de milhares de toneladas de cercais dentro de meses, apesar das sanções ocidentais que, segundo ele, dificultam a exportação de cercais e fertilizantes de Moscovo.
Numa cimeira destinada a reforçar os laços russo-africanos, o estadista afirmou que o a Rússia espera uma colheita recorde de cercais e que está pronta a substituir as exportações ucranianas para o continente, tanto numa base comercial como de ajuda, para honrar “o papel fundamental de Moscovo na segurança alimentar global”.
Salientou perceber a importância do fornecimento ininterrupto de alimentos ao continente africano, por ser fundamental para o desenvolvimento socioeconómico e para manter a estabilidade política. Assim, Moscovo irá prestar atenção à entrega de trigo, cevada, milho e outros grãos, a título humanitário, através do Programa Alimentar das Nações Unidas.
A título de exemplo, indicou que “estaremos prontos a fornecer ao Burquina Faso, ao Zimbabwe, ao Mali, à Somália, à República Centro-Africana (RCA) e à Eritreia entre 25 e 50 mil toneladas de cercais gratuitos nos próximos três a quatro meses”.
Em resposta às críticas ocidentais sobre a decisão de Moscovo de abandonar o acordo de cercais do Mar Negro, Putin reafirmou o seu argumento de que as promessas feitas à Rússia sobre a facilitação das suas próprias exportações de cercais e fertilizantes não foram cumpridas.
“O nosso país irá continuar a ajudar os países e regiões necessitados, através dos seus suprimentos humanitários. Lutamos para participar activamente na formação de um sistema de distribuição de recursos mais equitativo. Estamos a fazer todo o esforço para prevenir uma crise alimentar global”, sublinhou.
Acrescentou estar convicto de que com o uso de tecnologias agrícolas apropriadas e uma produção organizada, no futuro África pode não só se alimentar, ou assegurar sua segurança alimentar, mas também tomar-se exportador de variedades de alimentos e, para o efeito, pode contar com o apoio de Moscovo.
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