William Ruto quer integração da IAC, SADC e a COMESA, criando-se um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas com um PIB de 1,3 triliões de dólares

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  • Quénia quer alargar parceria com Moçambique

 “Enquanto países de comércio livre, devemos nos a oportunidade de comercializar entre nós, eliminar barreiras, de reduzir a burocracia, eliminar os obstáculos desnecessários aos empresários, ao comércio, ao investimento e à circulação de mercadorias. Estou confiante que conseguiremos concluir a assinatura e a ratificação do Tratado Tripartido até ao final deste ano, para que possamos dar-nos a oportunidade de fazer avançar a nossa região e o nosso continente”, Disse o Presidente da República do Quénia no Fórum de Negócios Moçambique-Quénia que se realizou no âmbito da visita de Estado de três dias que efectuo a Moçambique.

Numa visita que descreveu como destinada a reforçar a amizade e aprofundar os laços bilaterais, o Presidente do Quénia, William Ruto, disse que a mesma serviu de oportunidade de reflectir com a contrapoarte moçambicana, sobre a posição comum na consideração de muitos desafios e oportunidades emergentes e reafirmar o compromisso partilhado de alargar a parceria que classificou de “altamente dinâmica e frutífera” ao mesmo tempo que são abordados muitos outros aspectos de interesse mútuo benéficos.

A assinatura de oito instrumentos, foi descrita pelo Presidente queniano como sendo elevadora as relações entre os dois países.

Citou Ruto que no domínio da agricultura, por exemplo, o memorando assinado com o Governo moçambicano, tem um grande alcance na medida em que permite ir muito mais longe também, através da partilha das capacidades detidas pelo Quénia

“Como podemos usar as oportunidades que temos para desbloquear o enorme potencial agrícola do nosso continente. Como todos sabem, quase 65% de toda a terra arável que não é cultivada actualmente encontra-se no nosso continente. E, portanto, a partilha de experiências e a partilha de capacidades para poder desbloquear esse potencial, e isso é bom para Moçambique, e é bom para o Quénia e é bom para o nosso continente”, afirmou William Ruto.

“Partilhamos a opinião de que, numa economia de mercado livre forte, o Governo continua a ter um papel fundamental a desempenhar na transformação económica e que, enquanto líderes, temos o dever de lançar bases institucionais sólidas e criar quadros eficazes para que outros sectores funcionem da melhor forma em benefício de todo o nosso povo”. Disse o Presidente do Quénia.

William Ruto disse acreditar que as intervenções políticas que estas a ser efectuadas reflectem as aspirações dos povos dos dois países. O presidente Quaniano alargou a sua perspectiova, dizendo que está determinado em aglutinar a Common Market for Eastern and Southern Africa (COMESA), a SADC e a Institute of Administration and Commerce (IAC) num bloco comercial ao abrigo do Acordo Tripartido de Comércio Livre, “porque a união das três comunidades económicas, a IAC SADC e a COMESA, criará um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas com um PIB de 1,3 triliões de dólares.

William Ruto mostrou-se um defensor acérrimo do comércio intra-africano e sobre isso disse que os instrumentos fornecidos pelo Afreximbank, tornam muito mais fácil para os empresários, negociar, e conduzir os seus negócios sem a bagagem das diferenças de moeda, o que deveria ser possível com os instrumentos de liquidação que foram postos em prática por esta instituição financeira pan-africana, que permite que os pagamentos devidos possam ser feitos nas moedas dos respectivos países sem recurso ao dólar norte-americano.

Para ele a iniciativa do Afreximbank, negociar na moeda local, constitui uma oportunidade de facilitação das trocas comerciais intra-africanas. “Estamos muito atrasados no comércio entre nós”. Disse

Ruto observou que o comércio intra-europeu é de 70%, na Ásia 60%, mas em África, o comércio é de apenas de 16%.

“Isto significa que existe uma grande margem de manobra, um grande potencial para efectuarmos trocas comerciais entre nós.” Reiterou.

Os dados que usou, disse servirem para despertar para as enormes oportunidades e potencialidades e, à medida que os decisores políticos, mas os do sector privado também, se conscientizem disso e tomem acções consequentes, serão desbloqueadas as oportunidades, criado valor na economia, empregos e também criar riqueza.

“Aguardo com expectativa o dia em que todos possamos avançar em conjunto e em que o nosso continente possa avançar à mesma velocidade que os outros”. Afirmou o Presidente do Quénia, William Ruto.

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