Um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostra que África tem potencial para se tornar um participante importante na cadeia de abastecimento global de minerais críticos.

De acordo com o relatório, que foi divulgado este mês, a abundância em África de minerais e metais críticos vitais para as indústrias de tecnologia intensiva e para a transição energética, incluindo alumínio, cobalto, cobre, lítio e manganês, oferece uma nova oportunidade de mercado regional para as empresas e indústrias que procuram diversificar e reforçar as suas relações na cadeia de abastecimento.

“Os principais intervenientes e partes interessadas estão a procurar reforçar a resiliência das cadeias de abastecimento existentes, diversificando as suas fontes. Isto pode criar uma oportunidade para as economias africanas aumentarem o seu envolvimento nas cadeias de abastecimento globais”, indica o Relatório sobre o Desenvolvimento Económico em África 2023.

As recentes convulsões no panorama geopolítico, incluindo a turbulência comercial, a incerteza económica e os desafios climáticos, fizeram com que os países africanos se tornassem um destino cada vez mais atractivo para as empresas multinacionais obterem recursos minerais de alta tecnologia. As cadeias de abastecimento diversificadas oferecem o potencial para reduzir a pressão inflacionista, contribuir para uma maior estabilidade e prosperidade, ao mesmo tempo que abrem novos mercados nacionais e regionais para África, contribuindo assim para o desenvolvimento socioeconómico do continente.

“Acreditamos que esta perspectiva de diversificação da cadeia de abastecimento oferece novas oportunidades para as economias africanas se posicionarem como alternativas geográficas e optimizarem o seu valor estratégico para futuras cadeias de abastecimento de ponta”, afirmou a Secretária-Geral da UNCTAD, Rebeca Grynspan.

O desenvolvimento de minerais críticos será crucial para a transição para uma economia global de baixo carbono, com o lítio, o cobalto, o cobre, o manganês e a grafite a servirem como elementos críticos para o desenvolvimento de painéis solares e baterias de iões de lítio utilizadas em veículos eléctricos. Assim, a abundância de matérias-primas em África inclui 48% das reservas mundiais de cobalto e 47,6% das reservas mundiais de manganês, e quase 15% das reservas de cobre e 5% das reservas de lítio, posicionando assim o continente para contribuir significativamente para a transição energética global.

SUBSCREVA O.ECONÓMICO REPORT
Aceito que a minha informação pessoal seja transferida para MailChimp ( mais informação )
Subscreva O.Económico Report e fique a par do essencial e relevante sobre a dinâmica da economia e das empresas em Moçambique
Não gostamos de spam. O seu endereço de correio electrónico não será vendido ou partilhado com mais ninguém.