Moçambique tem o potencial de se tornar um dos top cinco produtores do GNL a nível global, diz o Arne Gibbs Director Geral ExxonMobil Moçambique e Moçambique Rovuma Venture (Midstream)

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  • Arnne Gibbs vê oportunidade incrível para o Moçambique com os projectos de gás.
  • Desenvolvimento energético deve se traduzir no desenvolvimento da população – Arne Gibbs

“Você quando fala sobre energia, sempre começa com a população e o Produto Interno Bruto mundial… a população mundial vai aumentar mais 2 bilhões de pessoas, um aumento de 55%… Foram necessários milhares de anos para o nosso planeta conseguir os primeiros 2 bilhões de pessoas.” Comentou Arne Gibbs.

Arne Gibbs Director Geral ExxonMobil Moçambique e Moçambique Rovuma Venture (Midstream)

O Director Geral ExxonMobil Moçambique Lda e Moçambique Rovuma Venture (Midstream) falava na a 8.ª Conferência & Exposição de Gás & Energia de Moçambique (MGES), onde foi um dos oradores principais,  no evento que iniciou esta quarta-feira, 27/09, em Maputo, e que decorre, sob o lema: Desenvolvimento do Sistema Integrado de Energia Sustentável de Moçambique.

Chamando a todos para reflectir sobre o facto, Gibbs disse que os próximos dois bilhões acontecem em  apenas 30 anos.

“ Esse crescimento é incrível e, 65% desse crescimento acontece aqui em África e no Médio Oriente. Outros 25% na Ásia e Pacífico e só 3% nas nações desenvolvidas que estão no Ocidente.  Durante essa época, o PIB mundial mais do que duplicou com os países em desenvolvimento a crescerem mais do dobro da taxa dos países desenvolvidos até 2050.” Demonstrou.

O responsável máximo da multinacional norte americana Exxon Mobil, em Moçambique, fez estes pronunciamentos quando interveio no Painel de “Líderes de Energia: Visão Geral dos Mercados Globais – Atrair Investimentos para a Próxima Fase de Projetos de Energi”

O Painel debruçou-se sobre temáticas como a geopolítica, mas também sobre como é que a actual situação global está a moldar os mercados e a abrir oportunidades para os projectos energéticos de Moçambique.

Nas questões geopolíticas o impacto do conflito Rússia/Ucrânia: desafios e oportunidades no realinhamento do mercado energético, foi aflorado.

Outras temáticas foram ainda , o “Abastecimento de segurança energética: como é que o gás e a energia de Moçambique estão a satisfazer as necessidades globais e internas”, o “fornecimento de gás, GNL e energia limpa ao mundo: a ascensão de Moçambique para se tornar um dos maiores produtores e fornecedores de energia”, os novos mercados para a energia de Moçambique: destacando onde estão as maiores oportunidades”, a “cooperação entre Moçambique e outros países energéticos globais: promover conexões energéticas mais profundas na produção de energia sustentável e a temática do “Gas and GNL to Power – como superar os actuais desafios nacionais e abrir portas a novas oportunidades”

O mundo em desenvolvimento representará dois terços do PIB global, mas infelizmente, a distância entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento continua até hoje,   lamentou o Director-Geral da ExxonMobil Moçambique.

“Quando eu penso numa transição energética justa, eu sempre penso sobre essa solução… Aqui nós podemos ver a forte relação entre o maior uso de energia e a prosperidade humana, usando o Índice de Desenvolvimento Humano. Quando um país tem mais energia, alimenta salários mais elevados, que permitem mais pessoas comprarem casas, comprar aparelhos, que poupa a mão de obra, viajar em hotéis ou até os serviços médicos necessários.”

A falta de acesso a energia confiável e acessível faz o contrário. Assevera o orador.

“ É muito simples. Quando você olha nessa história onde existe pobreza energética, existe pobreza. Dois bilhões de pessoas em todo o mundo estão nessa categoria, no meio, e 1 bilhão de pessoas estão abaixo. Não é justo que três em cada dez pessoas não tenham acesso a água potável.”

Segundo estudos da ExxonMobil,  seis em cada dez pessoas não têm acesso a instalações sanitárias, o que não é justo.

“E para nós, pensamos que os países como Moçambique merecem mais, muito mais. Acreditamos que você, que existe em vários caminhos para reduzir as emissões, que ainda mantém o crescimento dos países em desenvolvimento, incluindo a eficiência, a captura de carbono e também formas de eletricidade com baixo teor de carbono, como hoje e substituindo o carvão no mundo.”

Há grandes oportunidades que se abrem para Moçambiqu, porque o mundo vai precisar de novos recursos de gás natural, mas é preciso mostrar que o mercado da região é um mercado competitivo.

“Acreditamos que pode fazer isso com os recursos de gás da bacia do Rovuma. Serão esteticamente importantes como fonte fiável de fornecimento de GNL para as futuras necessidades energéticas globais e a sua transição para combustíveis como em emissões mais baixas. Mas os recursos do gás moçambicano são altamente competitivos, porque a dimensão do recurso permite economias de escala.”

 Arnne Gibbs vê oportunidade incrível para o Moçambique com os projectos de gás.

“A qualidade do gás contém um baixo teor de carbono e a localização geográfica privilegiada de acesso aos mercados globais. Moçambique tem o potencial de se tornar um dos top cinco produções do GNL a nível global.” Concluiu

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