
Giorgia Meloni Primeira-Ministra da Itália de visita a Moçambique
- A Primeira-Ministra da Itália é recebida hoje pelo Presidente Filipe Nyusi, no quadro da visita oficial que efectua ao País a partir desta sexta-feira.
Durante o encontro, é esperado que os dois governantes abordem assuntos relacionados com reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação bilateral, bem como trocar impressões sobre a situação política, económica e social dos dois países e do mundo em geral.
A chefe do Governo italiano faz-se acompanhar pelo líder da petrolífera italiana Eni, Claudio Descalzi, empresa que celebra o septuagésimo aniversário e que procura em África fontes alternativas de fornecimento de gás natural, indiciando que o tema da energia domina esta visita da governante italiana à Moçambique.
A este respeito é esperado que a Primira-Ministra italiana aborde com o Presidente da República, pormenores sobre o Plano Mattei, uma iniciativa do Governo italiano que busca aumentar a cooperação com África, centrando-se na área da energia como forma de reduzir os fluxos migratórios e o extremismo islâmico.
O “Plano Mattei para África” é uma das actividades de desenvolvimento internacional que está no centro da acção do Governo italiano. Uma prioridade reiterada várias vezes pela própria Primeira Ministra, Giorgia Meloni, que Roma pretende prosseguir envolvendo também as organizações italianas que trabalham no estrangeiro há muitos anos.
Sobre o domínio energético, de modo mais especifico, uma fonte da petrolífera italiana, concessionária da Área 4 do Rovuma, disse haver discussões com as autoridades moçambicanas sobre o desenvolvimento de uma segunda plataforma
flutuante, cópia da primeira e designada Coral Norte, para aumentar a extração de gás. Ao mesmo tempo, a Eni está a avançar com processos de aquisição, estudos de impacto ambiental, entre outros, incluindo contratos associados à perfuração.
O plano envolve, nomeadamente, a aquisição de uma segunda plataforma flutuante FNLG, para a área Coral Norte, idêntica à que opera na extração de gás, desde meados de 2022, na área Coral Sul.
“A Eni está a trabalhar para o desenvolvimento do Coral Norte através de uma segunda FLNG em Moçambique, aproveitando a experiência e as lições aprendidas na Coral Sul FLNG, incluindo as relacionadas com custos e tempo de execução”, acrescentou a mesma fonte da petrolífera, operador delegado daquele consórcio.
A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ em copropriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70 por cento de interesse participativo no contrato de concessão.
A Galp, Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique detêm cada uma participação de 10 por cento.
um documento divulgado anteriormente, elaborado pela firma moçambicana Consultec para a petrolífera Eni, aponta tratar-se de um investimento de sete mil milhões de dólares (6,3 mil milhões de euros), sujeito a aprovação do Governo moçambicano.
Se o cronograma correr como previsto, a plataforma começará a produzir no segundo semestre de 2027, ou seja, poderá arrancar ainda antes dos projetos em
terra, que dependem de implicações de segurança devido à insurgência armada em Cabo Delgado.
A Coral Norte ficará estacionada 10 quilómetros a norte da Coral Sul cuja produção arrancou em novembro do ano passado, tornando-se no primeiro projeto a tirar proveito das grandes reservas da bacia do Rovuma.
A Itália tem uma presença significativa em Moçambique, principalmente no sector de energia e indústrias relacionadas. Nos últimos oito anos (2012-2019) o país europeu tornou-se o primeiro investidor europeu em Moçambique, com USD 3,5 bilhões de investimentos. Só em 2019, a Itália investiu USD 288 milhões de dólares em Moçambique, confirmando-se como o terceiro maior investidor a nível global.
Em Moçambique existem cerca de 50 empresas italianas. Além da ENI e da SAIPEM, actuam no país a CMC (construção civil), a Bonatti (engenharia e Óleo & Gás), a Nuovo Pignone (turbinas a gás) e a RENCO (construção e hotelaria).
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