Investimento em transição energética requer políticas mais equilibradas, defende a UNCTAD
Uma nova análise da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) examina incentivos e desincentivos ao investimento em energias renováveis em todo o mundo e como países em desenvolvimento podem traçar estratégias melhores.
Num contexto em que uma das grandes prioridades da agenda ambiental global é a mudança dos combustíveis fósseis para fontes de energia mais sustentáveis, a UNCTAD lançou na terça-feira o Monitor de Política de Investimento, através do qual solicita os países a adoptarem estratégias mais equilibradas de transição energética.
Desequilíbrio nas políticas de transição energética
O relatório analisou 798 políticas de energias renováveis em 192 países e pretende direccionar discussões sobre o tema durante a 28ª Cúpula do Clima, COP28.
A principal constatação é que os países em desenvolvimento enfrentam desafios na formulação e adoção de estratégias específicas de transição.
Refere o relatório que, embora, a nível mundial, dois terços dos países tenham promulgado políticas e leis especificamente dedicadas às energias renováveis, apenas metade das nações menos desenvolvidos e um terço dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento avançaram nessa direcção.
O relatório destaca que, actualmente, os países em desenvolvimento enfrentam um déficit de investimento anual de US$ 2,2 bilhões para a transição energética e de US$ 4 mil milhoes para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.