A chinesa Fosun, abre nova aba, afirma que vai continuar a apoiar o desenvolvimento do Millennium bcp, banco português, proprietária do Millenium Bim, em Moçambique, uma vez que continua optimista em relação ao mercado português, apesar de ter reduzido a sua participação no banco, disse um porta-voz da Fosun nesta terça-feira, 23 de Janeiro.
As acções do BCP caíram mais de 7% no início do pregão, depois de a Fosun ter vendido 5,6% do maior banco português cotado em bolsa por 235,2 milhões de euros (US$ 255,80 milhões de dólares) numa oferta privada para investidores institucionais, reduzindo a sua participação para pouco mais de 20%.
Segundo um porta-voz do Millennium bcp, a Fosun informou o banco que “pretende manter uma participação superior a 20%, continuando a ser um accionista de referência do banco”.
A Fosun, que pretende aumentar o seu fundo de maneio num contexto que os analistas consideram ser de pressão da dívida, disse que a sua participação no BCP foi reduzida de 29,95% para 25,63% através da venda de acções entre 13 de Novembro e 9 de Janeiro.
A Fosun continua a ser o maior accionista individual do BCP, seguida de perto pela empresa petrolífera estatal angolana Sonangol, com 19,49%.
O porta-voz da Fosun afirmou que a venda é “um comportamento normal de investimento… e não deve ser interpretado como um sinal de que a Fosun já não está optimista em relação ao mercado português, em nenhuma circunstância”.
“O Grupo Fosun continuará a apoiar o desenvolvimento do Millennium bcp”, acrescentou, explicando que a venda teve em conta “a forte subida da cotação das acções dos bancos portugueses e do Millennium bcp nos últimos tempos”.
As acções do BCP dispararam 87% no ano passado, tendo ganho mais 4% desde o início do ano até segunda-feira, 22 de Janeiro, para 0,2875 euros. A oferta privada foi feita a 0,2780 euros por acção.
A Fosun detém também 85% da maior seguradora portuguesa, a Fidelidade, que por sua vez detém o maior grupo privado de saúde do país, o Luz Saúde.
“Os investimentos da Fosun em Portugal, como a Fidelidade, continuarão a ser componentes muito importantes para o grupo”, afirmou o seu porta-voz, acrescentando que a venda não está relacionada com qualquer pressão sobre a dívida ou a tesouraria, depois das melhorias registadas em ambas as frentes nos últimos anos.