“Os montantes envolvidos estão em torno de 35 milhões de euros, as linhas gerais do trabalho que vamos fazer conjuntamente já estão acordados e a questão da contratualização do programa está em curso. Possivelmente, antes do final do ano, vai começar a implementação”, acrescentou.
Questionado sobre os ganhos para a União Europeia com o projecto, Rossi explicou que “o nosso interesse é a parceria com o governo, com a agenda global que tem um grande interesse na sustentabilidade dos recursos marinhos, isso dentro da agenda climática”.
Disse que a UE vela pela manutenção dos recursos pesqueiros, sua sustentabilidade para as próximas gerações e ainda para o bem-estar dos operadores económicos”.
“Sabemos que também existem os operadores económicos europeus que trabalham nas águas de Moçambique e da região. Portanto, é um interesse comum manter esse recurso sustentável, esse recurso em boa condição”, sublinhou.
Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, corresponde ao objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14 estabelecido pela ONU. Um ODS que reconhece a importância crítica dos oceanos para o bem-estar humano, a segurança alimentar, a economia global e a saúde do planeta como um todo.
Aliás, a ONU enfatiza a necessidade urgente de todos os países protegerem os oceanos e os recursos marinhos, dado o seu papel vital na regulação do clima, na produção de oxigénio, na absorção de carbono e na manutenção da biodiversidade.