• Novos portões electrónicos (e-Gates) no Aeroporto Internacional de Maputo

O Ministro do Interior, Pascoal Ronda, inaugurou os novos portões electrónicos (e-Gates) no Aeroporto Internacional de Maputo, que proporcionarão maior flexibilidade no atendimento dos passageiros, bem como um reforço na prevenção e combate ao crime organizado e transnacional.

“Os equipamentos vão igualmente permitir identificar casos de indivíduos envolvidos ou implicados em crimes transfronteiriços ou com antecedentes criminais, ou se a pessoa é procurada noutro país”, afirmou Ronda.

O Ministro explicou que os dispositivos visam o controlo de passageiros e contêm um chip especialmente desenvolvido para o sistema de segurança, permitindo que os passageiros realizem o movimento migratório sem perturbação ou intervenção directa dos funcionários do Serviço Nacional de Migração (SENAMI).

“O passaporte traz consigo dados que são transmitidos para a base de dados de segurança, certificando a identidade da pessoa, verificando se é procurada noutro país ou se possui antecedentes que a impeçam de circular. Este equipamento é um reforço para a nossa capacidade de segurança”, destacou.

Ministro do Interior, Pascoal Ronda

O Commodity Markets Outlook (CMO), publicado pelo Banco Mundial em Outubro de 2024, indica os preços globais das commodities deverão estar em queda moderada até 2026. O relatório, que analisa sectores como Energia, Agricultura, Fertilizantes, Metais e Metais Preciosos, refere que eventos específicos, como tensões geopolíticas e alterações climáticas, continuam a impactar significativamente os mercados. Para países como Moçambique, que dependem das exportações de recursos naturais, o relatório sublinha a necessidade urgente de diversificação económica para enfrentar a volatilidade dos preços.

Queda geral dos Preços das commodities

De acordo com o relatório, os preços das commodities globais devem diminuir 5% em 2025 e 2% em 2026, após um declínio de 3% já registado em 2024. Estes decréscimos são atribuídos principalmente à previsão de queda nos preços do petróleo, que compensam os aumentos previstos para o gás natural e a estabilidade esperada nos metais e nas matérias-primas agrícolas. Se concretizadas, estas quedas levariam os preços das commodities ao nível mais baixo desde 2020, embora ainda acima da média de 2015-2019.

Essa projecção geral é sustentada por uma estabilização da procura global e pela melhoria das condições de oferta, reflectindo o abrandamento da inflação e um crescimento económico mais modesto. A diminuição das tensões inflacionárias nos mercados avançados e a transição para uma economia global menos intensiva em recursos naturais também apoiam estas previsões de descida.

Energia

No sector de energia, o Banco Mundial projecta que o preço do petróleo Brent — referência para o mercado global — deverá situar-se em torno de 80 dólares por barril em 2024, caindo para 73 dólares em 2025 e para 72 dólares em 2026. Este cenário representa uma descida contínua desde o pico registado em 2022, levando o preço médio anual do petróleo a reduzir-se consecutivamente até atingir níveis ligeiramente acima de 2021.

O relatório destaca que esta tendência descendente é sustentada pela desaceleração do consumo global de petróleo, especialmente na China, e pela diversificação da oferta global, com um aumento da produção de países fora da OPEC+, como Brasil, Canadá e Estados Unidos. A oferta global de petróleo deverá atingir 105 milhões de barris por dia em 2025, um aumento de 2 milhões de barris em relação a 2024. Esta sobreoferta potencial coloca pressão descendente sobre os preços, apesar das eventuais flutuações provocadas por tensões no Médio Oriente, que representam um risco de alta.

Agricultura

O sector agrícola também enfrenta uma perspectiva de baixa nos preços, com uma queda de aproximadamente 4% projectada para 2025, após um ligeiro aumento de 2% em 2024. O Banco Mundial aponta que essa descida se deve a boas condições climáticas que suportaram colheitas abundantes em várias regiões, aumentando a oferta global de alimentos e outras matérias-primas agrícolas.

Especificamente, os preços dos alimentos básicos, incluindo grãos e óleos, devem continuar a cair devido à alta produção, com uma previsão de estabilização em 2026. No entanto, o mercado de bebidas apresenta uma dinâmica distinta: após um aumento acentuado de 58% em 2024, causado por condições climáticas adversas, os preços devem cair aproximadamente 9% em 2025, mas ainda permanecerão em níveis historicamente elevados. Esta variação, de acordo como CMO, reflecte o impacto de factores climáticos específicos e restrições comerciais, que têm tornado o mercado agrícola particularmente vulnerável a flutuações sazonais.

Fertilizantes

Os preços dos fertilizantes tiveram uma queda significativa de 24% ao longo de 2024, beneficiando-se de uma recuperação gradual da procura global após os picos registados nos anos pós-pandemia. A adaptação de novas rotas de exportação, especialmente para o potássio em países como Belarus e Rússia, também contribuiu para estabilizar os preços. O relatório salienta que, embora a pressão inflacionária tenha abrandado, ainda existem riscos de volatilidade para este mercado devido à dependência dos fertilizantes de componentes como o gás natural e a amônia, cujos preços são altamente sensíveis a tensões geopolíticas.

Esses dados indicam uma possível estabilização nos custos de produção agrícola para 2025 e 2026, o que poderia proporcionar algum alívio para agricultores, especialmente em economias emergentes onde os fertilizantes representam uma parcela significativa dos custos de produção agrícola.

Metais e Minerais

O mercado de metais e minerais também deve apresentar estabilidade com tendência de leve queda nos próximos anos. O Banco Mundial projecta que, após um aumento de 6% em 2024, os preços dos metais básicos deverão estabilizar em 2025 e cair cerca de 3% em 2026, reflectindo um crescimento moderado da actividade industrial nas principais economias. A previsão de crescimento mais contido na China, que representa uma parte significativa da procura global, reforça esta tendência de estabilização.

No caso do cobre, essencial para tecnologias de energia limpa e veículos eléctricos, o preço deverá subir ligeiramente em 1% em 2025, antes de uma queda de 9% em 2026, quando novos projectos de produção entrarem em operação. Este movimento reflecte a crescente adaptação dos mercados às mudanças estruturais na procura, enquanto a oferta continua a aumentar em resposta às expectativas de transição energética.

Metais Preciosos

Os metais preciosos, liderados pelo ouro, destacam-se com uma trajectória de alta. Em 2024, o índice de preços dos metais preciosos registou um crescimento de 21%, impulsionado pela procura robusta de bancos centrais e de investidores privados em busca de segurança em tempos de incerteza geopolítica. Para 2025, o CMO do Banco Mundial projecta que o ouro deverá manter-se em níveis elevados, apesar de uma estabilização nos preços, devido à sua atratividade como ativo de reserva.

Esta procura resiliente por metais preciosos reflete um contexto de incerteza global, em que os investidores procuram proteger-se contra possíveis choques económicos. 

Esse cenário é particularmente vantajoso para economias com reservas significativas desses metais, embora Moçambique e outras economias africanas possam não beneficiar amplamente deste efeito.

Foco Especial: Sincronização dos Preços das Commodities

O CMO também inclui uma análise especial sobre a sincronização dos preços das commodities, destacando que, ao contrário dos anos anteriores, os preços de várias commodities têm respondido mais a factores específicos de oferta do que a choques globais generalizados. Entre 2020 e 2024, factores como a pandemia da COVID-19 e a guerra na Ucrânia promoveram uma sincronização temporária dos preços das commodities, mas eventos específicos, como choques climáticos e conflitos regionais, têm moldado a volatilidade de forma mais localizada.

Para Moçambique, esta mudança na sincronização dos preços representa um cenário complexo, pois as oscilações específicas de commodities sugerem que uma dependência excessiva de determinados recursos pode tornar a economia mais vulnerável. O Banco Mundial sugere que Moçambique e outros países dependentes de exportações de recursos naturais considerem diversificar as suas economias para reduzir a exposição aos riscos globais.

Perspectivas e Riscos

O relatório identifica uma série de riscos que podem impactar as projecções para as commodities, designadamente; “Riscos de Alta” – uma intensificação das tensões no Médio Oriente poderia elevar os preços da energia, com efeitos em cascata para outras commodities. O crescimento económico acima do esperado, especialmente na China e nos Estados Unidos, também poderia aumentar a procura e impulsionar os preços das commodities e; “Riscos de Baixa’ – o aumento da produção de petróleo pela OPEC+, caso as reduções de produção sejam revertidas, pode criar um excesso de oferta, pressionando os preços do petróleo. Além disso, uma actividade industrial global fraca, como observado na zona euro e na China, poderia reduzir a procura por metais e outras commodities.

O relatório do Banco Mundial projecta um cenário de queda moderada nos preços das commodities, sustentado pela estabilização da oferta e uma procura global menos intensa. Para Moçambique, estas tendências sugerem a importância de estratégias de diversificação económica, para que a economia possa enfrentar os impactos de um mercado global volátil. Em meio a previsões de queda nos preços de energia, estabilidade nos metais e volatilidade específica em certos produtos agrícolas, Moçambique e outros países exportadores são desafiados a adaptar-se a um cenário de incertezas, enquanto trabalham para alcançar um crescimento económico resiliente e sustentável.

Os Portões Electrónicos reduzem o tempo de processamento de três (3) minutos para 28 segundos.

Ronda revelou que o Aeroporto recebe anualmente cerca de 2.784 voos, o que equivale a uma média semanal de 58 voos.

Em termos de movimento de passageiros, o Aeroporto regista anualmente cerca de 270.427 viajantes, nacionais e estrangeiros, dos quais 137.582 entradas e 132.845 saídas.

A maioria das entradas visa visitas familiares, trabalho, turismo, negócios, estudos, entre outros.

Tendo em conta estes números e a necessidade de fortalecer as medidas de segurança para combater a criminalidade organizada e transnacional – caracterizada por uma crescente globalização das suas diversas formas de manifestação – o governo decidiu instalar os novos equipamentos.

Para tal, o Executivo moçambicano e o seu parceiro, a empresa Muhlbauer, optaram pela instalação dos portões electrónicos no quadro da assistência técnica e do controlo migratório.

“Os funcionários apenas intervêm nos casos de recusa de saída do cidadão nacional ou de inactividade do sistema”, acrescentou.

O Portão Electrónico contribui para maior celeridade no atendimento, reduzindo erros humanos e outros incidentes.

Por sua vez, o representante da Empresa Aeroportos de Moçambique (ADM.EP), Saíde Júnior, sublinhou que a segurança é de grande importância para a aviação em geral, sendo essencial para garantir voos seguros, económicos e eficientes.

Além disso, o Portão Electrónico contribui para a credibilidade dos aeroportos, especialmente no continente africano.

“A ADM.EP compromete-se com a sociedade de Aviação Civil, ao mais alto nível, na segurança e melhoria contínua, dando prioridade máxima à alocação de recursos para acompanhar a dinâmica mundial e prestar um melhor serviço aos passageiros”, afirmou Júnior.

Os Aeroportos de Moçambique defendem que a segurança deve ser mantida continuamente, minimizando ao máximo os riscos.

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