- O Conselho Municipal 0 de Maputo está realizar reformas e a reestruturar a venda informal para tornar o sector de mercados e feiras mais inclusivo às mais de 17 mil mulheres que exercem esta actividade.
A informação foi prestada ontem na cidade de Maputo pelo director municipal de Mercados e Feiras, Tomás Mondlane, na Convenção Nacional sobre o Estado das Mulheres no Sector Informal em Moçambique, que teve lugar no bairro de Xipamanine.
O encontro serviu para reflectir sobre os principais problemas que afligem as mulheres envolvidas em actividades informais, incluindo a venda, agricultura familiar, a pesca artesanal e o comércio transfronteiriço.
Mondlane anotou que o empoderamento da mulher está a ser feito em diferentes vertentes, em coordenação com os parceiros que apoiam na organização de feiras, capa citação de mulheres em gestão de negócios e legalização de associações para permitir que elas conquistem seu espaço no sector informal.
“É função de todos auxiliar na implementação das estratégias no município, que visam o empoderamento das mulheres no sector informal, como for ma de proteger os seus direitos e ensinar os seus deveres. Ao nível dos mercados contamos com 25 mil vendedores, dos quais 70 por cento são mulheres”, frisou.
A representante do Gabinete da Mulher Parlamentar, Elisa Amisse, referiu ser relevante no comércio informal pagar-se as devidas taxas e impostos, como forma de facilitar o financia mento para ajudar na organização e formalização dos negócios, criando novas dinâmicas que promovem e protegem os direitos das mulheres.
“Projecta se, com base nas estatísticas nacionais, fazer a formalização no sector informal para dinamizar a economia, tendo em conta que mais de 80 por cento da mão de obra activa neste grupo de mulheres são negociantes”, explicou.
A secretária executiva do Observatório das Mulheres, Quitéria Guirengane, destacou que a maior parte das pessoas beneficiadas pela educação foram sustentadas por mulheres no sector informal, sendo importante que as microcréditos concedam empréstimos com taxas de juro baixas e dialogar para compreender os seus reais problemas.
“Unir várias entidades, a sociedade civil e mulheres no informal que enfrentam diversos problemas está ser um passo importante para, em conjunto, traçarmos estratégias viáveis para melhorar a vida delas e dar voz na resolução dos seus problemas”, acrescentou.