
Reestruturação da LAM Impulsiona Nova Etapa com Gestão Internacional e Supervisão das Empresas Estatais
Destaques
- Reestruturação é encarada como instrumento para dinamizar turismo, transporte de carga e mobilidade nacional e regional;
- Dane Kondic, ex-CEO da Air Serbia e da EuroAtlantic Airways, lidera gestão de transição;
- Lucas Francisco e Hilário Tembe assumem áreas financeira/comercial e operacional/técnica, respectivamente;
- HCB, EMOSE e CFM integram o Conselho de Administração Não Executivo que supervisiona a transformação;
- Modelo de governação visa garantir profissionalismo, responsabilidade e transferência de competências para quadros moçambicanos.
No contexto, Dane Kondic foi indicado para liderar equipa executiva encarregue de recuperar sustentabilidade, eficiência e posicionamento estratégico da companhia de bandeira moçambicana.
Assim, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) entrou numa nova fase da sua reestruturação com a nomeação de uma Comissão de Gestão Executiva liderada pelo gestor internacional Dane Kondic, numa iniciativa inédita que junta três grandes empresas estatais — HCB, EMOSE e CFM — como accionistas activos e supervisores estratégicos. O processo visa recuperar a sustentabilidade financeira da companhia, assegurar eficiência operacional e reposicionar a LAM como referência da aviação africana.
A LAM, transportadora aérea nacional, encontra-se desde o início de 2024 a implementar um plano abrangente de reestruturação, com objectivos claramente definidos: restaurar a viabilidade financeira da empresa, elevar os padrões de eficiência e segurança operacional, e garantir conformidade com as exigências internacionais da aviação civil.
O plano responde a um conjunto de desafios estruturais acumulados, incluindo a obsolescência da frota, dificuldades financeiras persistentes e crescente concorrência nos mercados interno e regional. O Governo de Moçambique, enquanto accionista maioritário, optou por um novo modelo de intervenção, abrindo o capital da LAM a três empresas estratégicas do sector empresarial do Estado: Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
Estas entidades assumem não apenas a função de accionistas, mas também integram um Conselho de Administração Não Executivo, com responsabilidade de supervisão e alinhamento estratégico, sem remuneração, promovendo rigor e celeridade na tomada de decisões.
Nova equipa executiva: foco na recuperação institucional
A Comissão de Gestão Executiva é liderada por Dane Kondic, gestor com nacionalidades australiana e sérvia, detentor de 35 anos de experiência na indústria global da aviação. A sua nomeação representa uma decisão estratégica orientada para a eficácia e profissionalismo na fase de transição da companhia. Entre os marcos do seu percurso destaca-se:
- CEO da EuroAtlantic Airways e da I-Jet Aviation (2021–2024);
- CEO da Air Serbia (2013–2018), onde liderou a transformação da companhia e expandiu a frota de 4 para 21 aeronaves;
- Experiência executiva na Abacus International, Travelport e Kuoni Travel;
- MBA pela University of Technology, Sydney, e Licenciatura em Contabilidade e Finanças pela University of New South Wales.
Kondic assume a liderança por um período transitório de 12 meses, ao fim do qual será lançado um concurso público internacional para a contratação do CEO definitivo da companhia.
Completam a nova equipa:
- Lucas Francisco, responsável pela área financeira e comercial (CFO/CCO), ex-Director Financeiro da HCB, com experiência relevante na BAT e na KPMG, especialista em estruturação financeira e mercados de capitais;
- Hilário Devis Tembe, comandante sénior com mais de 16.500 horas de voo e uma carreira sólida na LAM e no Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), assume a direcção técnica e operacional da companhia.
Reestruturação com impacto macroeconómico
O processo de transformação da LAM está também ancorado numa visão macroeconómica. A companhia assume-se como peça central na expansão do turismo, no aumento do tráfego de passageiros e de carga, na melhoria das ligações com a diáspora moçambicana, na atração de divisas e no reforço da arrecadação fiscal.
A LAM antecipa que, com uma gestão eficaz, poderá posicionar-se como um caso de referência na gestão de empresas públicas, ao mesmo tempo que contribui directamente para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a integração económica de Moçambique.
Governança, transparência e valorização interna
O processo de reestruturação será orientado por princípios de transparência, prestação de contas e comunicação aberta. Serão criados canais internos e externos de informação, com vista a garantir o envolvimento dos colaboradores e a confiança do público.
A LAM manifesta ainda o seu compromisso com uma gestão ética e humanizada, que valorize as competências acumuladas ao longo da sua história e promova uma transferência estruturada de conhecimento entre a nova equipa de gestão e os quadros nacionais.
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