
Moçambique e Eswatini Reforçam Parceria Estratégica com Novos Acordos em Energia, Combustíveis e Aviação
- Visita do Rei Mswati III a Maputo marca viragem na cooperação bilateral, com compromissos concretos para integração económica, segurança energética e mobilidade aérea entre os dois países
Questões-Chave:
- Assinatura de três novos instrumentos jurídicos de cooperação bilateral: energia eléctrica, combustíveis e serviços aéreos;
- Moçambique compromete-se a fornecer mais energia ao Reino de Eswatini;
- Acordada a realização da Primeira Sessão da Comissão Mista em Setembro de 2025;
- Visita de Mswati III insere-se numa dinâmica renovada da diplomacia presidencial de Daniel Chapo;
- Cooperação bilateral prioriza agricultura, turismo, energia, indústria, logística, recursos hídricos e minerais;
- Chapo destaca “irmandade histórica”; Mswati fala de países “a tornarem-se num só”.
A assinatura de três novos acordos de cooperação entre Moçambique e o Reino de Eswatini marca uma nova fase nas relações bilaterais entre os dois países. Os instrumentos jurídicos, assinados esta sexta-feira, 01 de Agosto, em Maputo, incluem compromissos nos domínios da energia eléctrica, combustíveis e aviação civil, e reforçam a visão de integração económica e política no contexto da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
A cerimónia decorreu no quadro da visita de trabalho de dois dias de Sua Majestade Mswati III, a convite do Presidente moçambicano, Daniel Francisco Chapo, e inseriu-se na aposta do Governo de Moçambique em revitalizar a diplomacia económica com países vizinhos estratégicos.
Durante o encontro, foram assinados três instrumentos jurídicos:
- Declaração de Intenções sobre o Quadro de Cooperação para o Fornecimento de Energia Eléctrica, que formaliza o compromisso de Moçambique em fornecer mais energia ao Reino de Eswatini;
- Memorando de Entendimento sobre Combustíveis, entre a PETROMOC e a Empresa Nacional de Petróleos de Eswatini;
- Acordo sobre Serviços Aéreos, que visa promover mobilidade, turismo e comércio bilateral.
A assinatura destes instrumentos resulta de reuniões técnicas e ministeriais preparatórias e será acompanhada da realização, em Setembro de 2025, da Primeira Sessão da Comissão Mista de Cooperação, que deverá definir os mecanismos operacionais de implementação e avaliar novas oportunidades de colaboração.



Declarações Presidenciais e Visão Estratégica
No seu discurso, o Presidente Daniel Chapo sublinhou que a visita simboliza a “excelente amizade e irmandade que unem os nossos povos e países, com raízes históricas profundas”. O Chefe de Estado defendeu uma diplomacia bilateral virada para resultados concretos, que consolide a estabilidade regional e amplie os benefícios económicos para os cidadãos.
“Lançámos as bases para uma futura cooperação em benefício mútuo entre os nossos povos e países, sobretudo na área económica para o desenvolvimento”, afirmou Chapo, referindo-se ainda aos sectores prioritários: agricultura, energia, turismo, indústria, logística, portos, pescas e recursos naturais.
Por sua vez, o Rei Mswati III afirmou-se “feliz por regressar a Moçambique” e relembrou que, na anterior visita do Presidente Chapo a Eswatini, ambos manifestaram o desejo de ver os seus países “tornarem-se num só”, evidenciando a profundidade do vínculo bilateral.
Impacto e Perspectiva Regional
Estes acordos assumem particular importância num momento em que a integração energética e logística se revela crítica para o desenvolvimento industrial da região austral de África. A ligação directa de fornecimento de energia e o reforço das infra-estruturas de transporte e abastecimento representam avanços concretos na construção de sinergias regionais sustentáveis.
Adicionalmente, ao formalizar a cooperação em serviços aéreos, os dois países abrem caminho para maior mobilidade empresarial e turística, com impacto positivo sobre as economias locais e o comércio transfronteiriço.
Diplomacia Económica em Acção
A visita do Rei Mswati III e os acordos assinados refletem o fortalecimento de uma parceria estratégica estruturante entre Moçambique e Eswatini. A aposta na energia, transportes e combustíveis inscreve-se numa agenda bilateral pragmática, virada para o crescimento partilhado e para o reposicionamento regional.
Esta nova fase assinala, também, o impulso de Daniel Chapo à diplomacia presidencial, com foco em ganhos económicos e concertação política, numa África Austral cada vez mais interligada.
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