
Salim Valá Defende Ruptura Com O Fosso Entre Planificação, Orçamento E Execução
Valá apresenta uma agenda de transformação estrutural, defendendo inovação, melhoria contínua e maior coerência entre prioridades estratégicas, afectação de recursos e implementação efectiva das políticas públicas.
- O Ministro afirma que o MPD deve assumir-se como “tanque de pensamento”, capaz de antecipar tendências e formular soluções estruturais;
- Defende melhoria contínua, reforço metodológico e revisão dos processos de planificação, monitoria e avaliação;
- Alerta para os riscos da fragmentação institucional e apela a uma cultura de trabalho integrada e orientada para resultados;
- Aponta o ciclo “planificar com ambição, orçamentar com limitações e executar com dificuldades” como um dos principais entraves do Estado;
- Enfatiza que planificação, orçamento e execução devem funcionar como uma cadeia única, produzindo resultados mensuráveis para a população.
Ao apresentar as linhas mestras da actuação do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, o Ministro Salim Valá defendeu uma ruptura clara com o desalinhamento que tem historicamente separado a planificação das decisões orçamentais e da execução efectiva. Num discurso marcado por exigência e visão estrutural, Valá sublinhou que a transformação económica do país depende de inovação institucional, disciplina técnica e de um sistema de planificação capaz de gerar resultados concretos para a sociedade.
Uma Agenda Para Reconstruir A Arquitetura Da Planificação Nacional
O Ministério da Planificação e Desenvolvimento quer estabelecer um novo ciclo estratégico, reforçando a consistência das políticas públicas e a qualidade dos processos que sustentam o desenvolvimento nacional. O Ministro sublinhou que esta fase deve consolidar uma visão comum, maior rigor metodológico e uma articulação mais eficaz entre os níveis central, provincial e distrital.
Valá destacou a importância de deixar de tratar a planificação como um exercício formalista e passar a tratá-la como instrumento de governação, decisão e monitoria permanente.
O MPD Como “Tanque de Pensamento” Para As Reformas Estruturais
O Ministro defendeu que o MPD deve assumir um papel intelectual e estratégico mais robusto, declarando: “Pretendemos inovar continuamente, ser criativos na conceptualização, e principalmente na implementação. Queremos ser o ‘tanque de pensamento’ que está permanentemente atento às mudanças, que faça ‘previsões com boa pontaria’, reduzida margem de erro, boa gestão de riscos e possa projectar um futuro de prosperidade.”
Valá realçou ainda a importância de uma visão de longo prazo, afirmando que é necessário “enxergar o que está por trás da montanha” e abandonar respostas imediatistas e conjunturais.
Melhoria Contínua, Análise Profunda E Cultura De Resultados
O Ministro insistiu na necessidade de reavaliar processos, metodologias e instrumentos, sublinhando que a evolução institucional depende de reflexão crítica e melhoria permanente. Valá afirmou que é prioritário “aferir a forma como planificamos, e os seus resultados”, bem como reforçar a capacidade de analisar políticas, monitorizar impacto e avaliar mecanismos de formulação estratégica.
Acrescentou que o MPD deve olhar para “os processos, as metodologias, a articulação institucional, as inovações a introduzir e o impacto real do nosso trabalho”, reforçando a necessidade de um sistema de gestão pública orientado para eficiência e evidência.
Alinhar Visões, Corrigir Rumos E Reformar Processos
Valá apelou a um esforço colectivo para ultrapassar a fragmentação institucional e construir um modelo de trabalho coerente e integrado. Segundo o Ministro, este é “o momento apropriado para alinhar visões, ajustar prioridades, corrigir rumos, institucionalizar novas metodologias e procedimentos, deixar de trabalhar em silos e passar a trabalhar como um ecossistema único”.
A coerência interna e a capacidade de coordenação intersectorial são vistas como condições indispensáveis para acelerar a execução e melhorar a qualidade das políticas públicas.
Ruptura Com O Ciclo Quebreado Entre Planificação, Orçamento E Execução
A mensagem central do Ministro foi clara: Moçambique não pode continuar refém de um ciclo institucional disfuncional. Valá afirmou que o país “não pode dar-se ao luxo de manter o fosso entre planificar, orçamentar e executar”, alertando para o impacto negativo do modelo vigente.
Denunciou ainda o círculo vicioso que tem dificultado o desempenho do Estado: “planificar com ambição, orçamentar com limitações e executar com dificuldades”, sublinhando que esta lógica impede a materialização dos objectivos nacionais.
Ao questionar “como fechar a cadeia?”, Valá respondeu que o caminho passa por garantir que cada fase do processo público — planificação, orçamento e execução — esteja alinhada e produza resultados mensuráveis para a população.
O Novo Horizonte: Uma Planificação Que Produz Resultados
A visão apresentada aponta para uma modernização profunda da função de planificação, transformando-a numa ferramenta dinâmica, analítica e orientada ao impacto. O reforço institucional e a ligação directa entre prioridades estratégicas e benefícios concretos para os cidadãos surgem como pilares desta transformação.
A ruptura com o desalinhamento entre planificação, orçamento e execução é agora apresentada como eixo estruturante da governação económica, reforçando o compromisso do MPD com um modelo de desenvolvimento mais coerente, integrado e orientado a resultados para a população.
Conecte-se a Nós
Economia Global
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de Agosto, 2019 -
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026














