Confiança das empresas na economia continua fraca

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Prolongando a tendência iniciada no primeiro trimestre do ano em curso, a conjuntura do sector real da economia continuou marcadamente desfavorável no segundo trimestre.

O Indicador do Clima Económico (ICE), expressão da confiança dos empresários, registou uma queda considerável no segundo trimestre de 2021, facto que acontece pelo segundo trimestre consecutivo, tendo o nível do seu saldo continuado abaixo da média da respectiva série temporal.

Dados do Instituto Nacional de Estatística – INE, revelam que, comparativamente ao mês de Maio, o indicador registou uma redução em um ponto, saindo de um saldo mensal de 86,7 para 85,7 pontos em Junho.

“A conjuntura continuamente desfavorável, foi influenciada pela perspectiva baixa de procura que suplantaram a de emprego que aumentou ligeiramente, no período de referência”, revela o INE na sua mais recente análise sobre os Indicadores de Confiança e de Clima Económico do País.

Ao nível dos sectores, não obstante as apreciações ligeiramente favoráveis de ramos de actividade económica, os ramos económicos dos outros serviços não financeiros, de construção, de comércio, de transportes e armazenagem contribuíram significativamente para a avaliação desfavorável do clima económico no segundo trimestre.

Paralelamente, o indicador da perspectiva de emprego experimentou um aumento ligeiro no referido período, impulsionado pelas apreciações positivas das perspectivas de emprego dos sectores de comércio, transportes, construção e dos outros serviços não financeiros.

Relativamente as perspectivas de preços, segundo avançou a Autoridade Estatística Nacional, o indicador correspondente observou um crescimento substancial em termos homólogos, destacando os sectores de produção industrial e de transportes como os principais responsáveis pela previsão de alta dos preços futuros.

Empresas com constrangimentos aumentam 5% no segundo trimestre

A Autoridade Estatística Nacional avança que, em média, 52% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no segundo trimestre, representando um aumento de 5% de empresas em dificuldades face ao primeiro trimestre.

O crescimento verificado foi influenciado pelo aumento da proporção de empresas com obstáculos em todos os sectores inquiridos – em termos de baixa procura, a falta de acesso ao crédito, a concorrência e outros factores não especificados – com excepção dos sectores de alojamento, restauração e similares, e de transportes.

Do universo de empresas com constrangimentos, os sectores da produção industrial (61%), de alojamento e restauração (57%), bem como o de transportes (54%), continuaram com a maior frequência relativa de empresas com maiores desafios no desempenho normal das suas actividades.

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