
Angola Acolhe Cimeira Global de Investimento e Reforça Ambição Africana de Atrair Capital Internacional
Luanda vai receber ainda este ano a Cimeira Global de Investimento em África, numa iniciativa que procura reposicionar o continente como destino previsível, sustentável e competitivo para o investimento, num contexto de transição energética e reconfiguração geopolítica global.
- Angola vai acolher a Cimeira Global de Investimento em África ainda em 2026;
- A iniciativa pretende ligar África a investidores globais através de regras estáveis e previsibilidade institucional;
- João Lourenço defende o desbloqueio do valor dos activos soberanos africanos;
- O continente é apresentado como actor central na transição energética global;
- A cimeira deverá reunir mais de 30 chefes de Estado e cerca de 6.000 delegados.
Angola prepara-se para assumir um papel central no debate sobre o futuro do investimento em África ao acolher, ainda este ano, a Cimeira Global de Investimento em África. O anúncio foi feito pelo Presidente da República de Angola e presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, que enquadrou a iniciativa como um instrumento estratégico para aproximar o continente dos investidores globais, num momento de profundas transformações económicas, energéticas e geopolíticas à escala mundial.
Uma plataforma africana para atrair capital global
Segundo João Lourenço, a Cimeira Global de Investimento em África surge como um espaço de mobilização colectiva para reafirmar a ambição do continente em explorar novas formas de atracção de capital internacional. O evento decorre à margem da Cimeira Mundial de Governos, realizada nos Emirados Árabes Unidos, e pretende projectar uma nova narrativa africana baseada na previsibilidade, na estabilidade institucional e na credibilidade dos compromissos assumidos.
O Chefe de Estado angolano sublinhou que África atravessa uma mudança de paradigma na forma como encara o investimento, defendendo uma abordagem mais estratégica, assente na valorização dos seus activos soberanos e na disciplina na gestão dos fluxos de capital.
Activos estratégicos e transição energética no centro do discurso
No seu discurso, João Lourenço destacou o peso estrutural do continente africano no actual contexto económico global, lembrando que África detém cerca de 40% das reservas mundiais de minerais, metais e elementos raros. Estes recursos conferem ao continente um papel determinante na transição energética, em particular no fornecimento de matérias-primas essenciais para energias renováveis, sistemas de armazenamento, baterias e veículos eléctricos.
Para o Presidente angolano, África deve assumir uma posição mais activa na monetização destes activos, garantindo que o seu aproveitamento contribua efectivamente para o desenvolvimento económico, o crescimento sustentável e a concretização da Agenda 2063 da União Africana, a visão da “África que Queremos”.
Previsibilidade, regras estáveis e confiança dos investidores
A Cimeira Global de Investimento em África pretende funcionar como uma ponte institucional entre os países africanos e os investidores internacionais, oferecendo um quadro de previsibilidade baseado em regras claras, regimes de incentivos transparentes e contratos respeitados. João Lourenço sublinhou que a confiança dos investidores depende, cada vez mais, da estabilidade regulatória e da coerência das políticas económicas, factores considerados críticos num ambiente global marcado por incerteza e realinhamentos geopolíticos.
Neste sentido, a iniciativa procura posicionar África como um parceiro fiável, capaz de oferecer oportunidades de investimento mutuamente vantajosas, num contexto de crescente competição global por capital.
Angola apresenta reformas e aposta no impacto de longo prazo
No plano nacional, o Presidente angolano aproveitou a ocasião para destacar as reformas estruturais em curso em Angola, classificando-as como de “grande impacto económico e social”. João Lourenço defendeu que o trabalho conjunto no âmbito da Cimeira Global de Investimento em África poderá contribuir para a construção de um futuro com impacto duradouro, tanto para os povos africanos como para a economia global.
Angola procura, assim, afirmar-se não apenas como país anfitrião, mas como actor relevante na redefinição da agenda africana de investimento.
Uma cimeira de dimensão política e económica global
De acordo com as informações avançadas, a Cimeira Global de Investimento em África deverá contar com a presença de mais de 30 chefes de Estado e de Governo de vários continentes, mobilizando cerca de 6.000 delegados, incluindo aproximadamente 500 ministros de diferentes pelouros. A dimensão política e institucional do evento reforça a ambição de África em assumir um papel mais assertivo no diálogo económico internacional.
Ao acolher esta cimeira, Angola posiciona-se no centro de uma iniciativa que procura alinhar investimento, desenvolvimento e sustentabilidade, num momento em que o continente africano reivindica maior protagonismo na economia global.
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