
Apoio surge num contexto de aumento de casos de malária, cólera e desnutrição, pressionando o sistema nacional de saúde
- TDB disponibiliza 100 mil dólares para aquisição de medicamentos essenciais;
- Aumento de casos de malária, cólera e desnutrição pressiona sistema de saúde;
- Governo aponta lacunas no acesso a fármacos e necessidade de resposta urgente;
- Doenças crónicas exigem maior investimento e adaptação estrutural;
- TDB reforça compromisso com financiamento de infraestruturas resilientes.
Moçambique recebeu um apoio de 100 mil dólares do TDB para aquisição de medicamentos, numa altura em que o sistema de saúde enfrenta pressão crescente devido ao aumento de doenças infecciosas.
Apoio surge em contexto de emergência sanitária
O grupo Banco de Comércio e Desenvolvimento (TDB) disponibilizou um financiamento de 100 mil dólares ao Governo moçambicano para reforçar a aquisição de medicamentos essenciais, num momento marcado pelo agravamento de indicadores de saúde pública.
Durante a cerimónia de entrega, o ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou o carácter urgente do apoio.
“Este financiamento permite-nos responder a necessidades imediatas, sobretudo num contexto em que estamos a registar um aumento significativo de casos de malária, cólera e desnutrição”, afirmou.
O governante sublinhou que o sistema nacional de saúde enfrenta limitações concretas no abastecimento de medicamentos, agravadas por eventos de saúde pública recorrentes.
“Há uma lacuna real na aquisição de medicamentos, e este apoio vem precisamente ajudar a reduzir essa pressão no curto prazo”, acrescentou.
Doenças crónicas aumentam pressão estrutural
Para além das doenças infecciosas, o Executivo alerta para o peso crescente das doenças crónicas não transmissíveis, que exigem respostas mais complexas e dispendiosas.
“Patologias como hipertensão, diabetes, cancro ou doenças renais exigem outro tipo de abordagem, com medicamentos específicos e maior capacidade do sistema de saúde”, explicou Ussene Isse.
A coexistência destes dois perfis epidemiológicos — doenças infecciosas e crónicas — coloca desafios adicionais à sustentabilidade do sistema.
Apoio enquadra-se em financiamento mais amplo do TDB
A ministra das Finanças, Carla Louveira, enquadrou a doação no contexto mais amplo da cooperação financeira entre Moçambique e o TDB.
“Estamos a falar de uma relação que já representa mais de 500 milhões de dólares em investimentos no país, com impacto em sectores estratégicos como energia e infraestruturas”, referiu.
Segundo a governante, este tipo de apoio reforça a capacidade do Estado de responder a choques imediatos, sem perder de vista objectivos estruturais de desenvolvimento.
Infraestruturas resilientes como prioridade estratégica
O director-executivo do TDB, Admassu Tadesse, destacou que o apoio ao sector da saúde faz parte de uma visão mais ampla de desenvolvimento sustentável.
“Vamos continuar a expandir o financiamento em Moçambique, com foco em infraestruturas resilientes, capazes de responder melhor aos impactos dos desastres naturais”, disse Admassu Tadesse.
O responsável sublinhou que o país enfrenta riscos climáticos elevados, o que torna essencial investir em infraestruturas capazes de garantir continuidade dos serviços essenciais, incluindo saúde.
O apoio do TDB surge como uma resposta imediata às pressões no sistema de saúde, mas também como parte de uma estratégia mais ampla de financiamento ao desenvolvimento. Num contexto de vulnerabilidade sanitária e climática, a articulação entre resposta de curto prazo e investimento estrutural será determinante para a resiliência do país.
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