
Salim Valá publica “Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado”
Obra sintetiza reflexões desenvolvidas entre 2021 e 2024 e consolida uma trajectória intelectual iniciada em 2003, propondo uma revisão crítica do modelo de desenvolvimento e do papel do Estado em Moçambique
- Oitavo livro de uma trajectória intelectual consistente iniciada em 2003, consolidando produção regular sobre desenvolvimento económico;
- Obra resulta de reflexões acumuladas entre 2021 e 2024, período marcado por transformações estruturais globais e nacionais;
- Autor defende que crescimento económico não tem sido suficiente para promover transformação estrutural e inclusão;
- Propõe reposicionamento do Estado como actor estratégico, mais eficiente e orientado para resultados;
- Livro emerge como contributo para o debate sobre modelos de desenvolvimento ajustados à realidade moçambicana;
É lançado hoje, dia 02 de Abril de 2026, às 16 horas, na Universidade Pedagógica de Maputo, no Campus de Lhanguene, na Cidade de Maputo, o oitavo livro de Salim Cripton Valá, intitulado “Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado”.
A obra constitui o culminar de um percurso intelectual consistente e contínuo do autor, iniciado em 2003 com a publicação do seu primeiro livro, consolidando ao longo de mais de duas décadas uma produção regular e estruturada sobre as questões do desenvolvimento. Este oitavo livro resulta, em particular, de um conjunto de reflexões desenvolvidas entre 2021 e 2024, período marcado por profundas transformações económicas, geopolíticas e institucionais, tanto a nível global como nacional.
Neste sentido, a obra não surge como um exercício isolado, mas como uma síntese amadurecida de pensamento, construída a partir da observação crítica da realidade moçambicana e internacional ao longo de mais de uma década.
O livro aborda os caminhos alternativos para o desenvolvimento económico e o papel do Estado nesse processo, explorando os dilemas, desafios e tendências mais recentes da economia do desenvolvimento, num contexto caracterizado por turbulência, incerteza e riscos crescentes.
Para o autor, repensar o desenvolvimento económico e o papel do Estado deixou de ser apenas uma reflexão académica, assumindo-se como uma exigência prática. Defende que o crescimento económico, embora relevante, não tem sido suficiente para transformar as estruturas produtivas nem para assegurar a inclusão social, económica e territorial.
A questão central que a obra procura responder é clara: que tipo de Estado pode promover, de forma eficaz e sustentável, o desenvolvimento económico inclusivo?
A análise é ancorada na realidade moçambicana, que o autor identifica como estando num ponto de inflexão do seu percurso de desenvolvimento. Após mais de cinco décadas de independência, o país apresenta avanços importantes em estabilidade macroeconómica e integração internacional, mas continua a enfrentar fragilidades estruturais, desigualdades regionais e dependência de recursos naturais e ajuda externa.
Neste contexto, o autor propõe uma reflexão sobre modelos alternativos de organização económica, apontando para a relevância de um Estado de desenvolvimento ou de bem-estar social adaptado às especificidades do país. Defende uma transição de um Estado disperso e pouco eficiente para um Estado mais focado, tecnicamente capacitado e orientado para resultados.
A obra sustenta que o Estado deve assumir um papel protagónico, mas equilibrado, no processo de desenvolvimento, evitando tanto o excesso de intervenção ineficiente quanto a ausência de actuação estratégica. O desenvolvimento económico exige, assim, um Estado que combine regulação, planeamento, capacidade técnica e articulação com o sector privado e a sociedade.
Mais do que um contributo académico, “Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado” afirma-se como uma proposta estruturada para o reposicionamento conceptual e prático do desenvolvimento em Moçambique, ancorada numa trajetória intelectual sólida e contínua, construída ao longo de mais de duas décadas.
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