
INCM preocupado com a qualidade de serviço nas telecomunicações no país
Na sequência do anúncio feito nos finais do ano transacto, o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) vem realizando campanhas de aferição da qualidade do serviço de telecomunicações no País visando manter disponível a informação sobre os níveis de qualidade dos serviços praticados pelos operadores de telefonia móvel. Os resultados estão a gerar preocupação ao nível da autoridade reguladora.
Até ao momento, foram divulgados dois relatórios sobre a qualidade do serviço de comunicações no país: o primeiro, mais abrangente, divulgado na primeira quinzena de janeiro, e, mais recentemente, referente apenas a zona metropolitana de Maputo. Ambos destacam o incumprimento do tempo de estabelecimento de chamadas ao nível das três operadoras de telefonia móvel celular no país.
De acordo com dados do primeiro estudo, apesar de apresentarem um bom desempenho no que respeita aos serviços de voz, com excepção de algumas zonas, os operadores apresentam tempos de incumprimento no estabelecimento das chamadas que variam de 4,27s a 23,98s para a Segunda Geração da Tecnologia dos Sistemas de telecomunicações móveis (2G) e 4,27s a 22,27s para a Terceira Geração da Tecnologia dos Sistemas de telecomunicações móveis (3G). Uma situação que, segundo a autoridade reguladora, tem afectado a qualidade da acessibilidade dos serviços de voz no país.
Analisando a cobertura geográfica dos serviços prestados, o INCM revela que os operadores apresentam uma boa cobertura do sinal rádio na rede do Sistema de telecomunicações Móveis de Segunda geração (GSM), tanto nas zonas urbanas bem como nos distritos testados, no entanto, o nível do sinal vai diminuído à medida que se vai evoluindo para as tecnologias 3G e 4G, chegando a atingir níveis de cobertura inexistente quando saímos das cidades.
Fundamentalmente, a pesquisa levada a cabo pelo INCM visava analisar, numa perspectiva de utilizador, os níveis de qualidade de serviço praticados pelos operadores dos serviços móveis de telecomunicações e, embora tenha levantado aspectos preocupantes sobre a qualidade da acessibilidade dos serviços de voz no país, também serviu para evidenciar aspectos positivos relativos, por exemplo, ao fluxo de dados.
Com efeito, o estudo aponta um cumprimento da meta da taxa de transmissão de ficheiros na rede 3G tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais variando de 1137 Kbps a 6022. Para a tecnologia 4G a taxa de transferência de ficheiros para download varia de 1.4 Mbps a 42.16 Mbps.
A Autoridade Reguladora das Comunicações no País assegura que continuará a realizar estas campanhas em todas províncias do país, no quadro dos esforços para melhoria da qualidade de serviços prestados aos subscritores de telefonia móvel, em cumprimento do estabelecido no Regulamento sobre Qualidade de Serviços de Telecomunicações.(OE)
















