Bolsa de Valores de Moçambique, BVM, e Associação de Comércio, Indústria e Serviços, ACIS, assinaram um acordo de princípios para materializar um desejo que na prática já vem sendo implementado de forma voluntária há mais de dois. Na prática o entendimento entre as duas organizações visa promover a aproximação das dos membros da ACIS a Bolsa e vice-versa, segundo afirmou o presidente da ACIS. Luís Magaço, no acto da assinatura do acordo.

Luís Magaço Jr/Presidente – ACIS: nós e a Bolsa temos consolidado esta relação e temos na verdade participado conjuntamente e em várias acções, como foi exemplo da nossa participação na Beira este ano, no Fórum Logísticos que é apenas um exemplo da relação que existe entre a ACIS e a Bolsa de Valores de Moçambique. Mas no quadro deste memorando identificamos acções concretas, que visam sobretudo, levar a Bolsa até a ACIS e vice-versa, entretanto, o nosso desejo é que as empresa associadas a ACIS, possam ter conhecimento das alternativas de financiamento, que existem no nosso sistema financeiro que não se excluem ao sistema bancário, mas também às outras alternativas de mercado de capitais. Temos informado as nossas empresas sobre esta alternativa, sobre esta opção de financiamento, que não envolve dívida, que melhora o balanço e a governação, e que no fim do dia expande os negócios da empresa.

Luís Magaço refere-se ao acordo como a consagração do desejo dos membros da ACIS a participarem de forma activa na Bolsa, abrindo os seus capitais, mas melhorando um conjunto de aspectos da sua governação, nomeadamente, na prestação de contas “ter as contas certas, ter as contas verdadeiras, ter a governação transparente e profissionalizada, e que permita que as empresas possam criar a confiança perante os investidores  A Bolsa é apensa mais um intermediário, quem faz o negócio são os aforradores e as empresas, entretanto, é isso que nós vamos levar com este acordo para os nossos membros”. Por sua vez o PCA da BVM, Salim Valá, disse na ocasião que, o acordo surge numa boa altura em virtude do contexto do crescimento da discussão a volta de questoes de financiamento às empresas e as sua condições, tema no qual a BVM tem sido visada recorrentemente à contribuir com soluções viáveis e sustentáveis.

Salim Valá-PCA da BVM: nós sabemos que parte significativa das empresas cotadas em bolsa estão na área de serviços e o desenvolvimento económico do nosso país vai estar muito dependente da forma como encetar a transformação estrutural da nossa economia. E a transformação estrutural da economia moçambicana passa necessariamente pelo desenvolvimento da indústria transformadora, não tenhamos dúvidas disso, outros sectores são importantes: o agronegócio, o turismo, a energia, as construções, o transporte, mas a indústria transformadora tem um condão de criar muitos empregos e garantir renda para as famílias moçambicanas.  

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