Aeroporto Internacional de Maputo atinge o recorde de mais de um milhão de passageiros no pós-Covid-19

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  • O Aeroporto Internacional de Maputo – AIM registou a marca de mais de um milhão de passageiros este ano, contra 850 mil registados em 2022, revelou, esta quarta-feira (27) o director de operações do AIM, José Candrinho.

“Nós assinalámos este marco no dia 18 de Dezembro, com o registo de 1.005.369 passageiros, um número que não atingíamos desde 2019 quando surgiu a pandemia”, referiu 

Segundo o responsável, o sector da aviação foi um dos mais afectados pela eclosão do novo coronavírus, que reduziu o número de passageiros no aeroporto.

O número de passageiros alcançado este ano deveu-se à retoma do turismo, introdução de novas companhias aéreas, aumento de frequência de voos, introdução de novas rotas e retoma de outras, referiu José Candrinho, destacando a retoma, em Dezembro, da ligação entre Maputo e Lisboa pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

“Esperamos fechar o ano com cerca de 1.200.000 passageiros”, disse a fonte, acrescentando que o aeroporto regista uma média diária de 3.000 passageiros.

Com o registo de mais de um milhão de passageiros, entre Janeiro e 18 de Dezembro de 2023, o Aeroporto de Maputo superou as projecções segundo as quais a retoma dos níveis de tráfego registados antes da pandemia ocorreria a partir de 2024, avançou José Candrinho.

De acordo com a fonte, o pico do movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Maputo ocorre no último trimestre do ano, reduzindo entre Janeiro e Março.

A empresa pública Aeroportos de Moçambique, que gere os 20 aeroportos e aeródromos do país, agravou os prejuízos em 2022, que ascenderam a quase 820,5 milhões de meticais segundo o relatório e contas consultado em agosto pela Lusa.

Na mensagem que consta do documento, o presidente do conselho de administração da Aeroportos de Moçambique, Américo Muchanga, explicava que, “apesar da recuperação em 30 por cento” do volume de negócios “perdidos por causa da pandemia de covid-19”, a empresa voltou a registar prejuízos no ano de 2022, que comparam com os quase 215,6 milhões de resultado líquido negativo no exercício de 2021.

A empresa tem a gestão dos três aeroportos internacionais do país (Maputo, Beira e Nacala), dos seis aeroportos principais e de “entrada regional” (Nampula, Pemba, Tete, Quelimane, Vilankulo e Filipe Jacinto Nyusi), três aeródromos secundários e oito pequenos aeródromos, e empregava em 31 de Dezembro de 2022 um total de 843 trabalhadores.