
- Infraestruturas são decisivas para promover a integração económica de África
Intervindo na conferência organizada no âmbito do 25 de Maio, dia de África, o economista Luís Magaço, chamou atenção sobre o facto de o continente africano estar a passar ao lado de importantes oportunidades e processos de crescimento económico e, subsequente, desenvolvimento socioeconómico.
Consubstanciando a sua percepção, o economista, colocou em evidencia o facto de o continente apenas contribuir com Cerca 2% do volume global do comércio mundial que é de quase 24 triliões de dólares por ano, ou seja, África tem um fluxo de comércio que ronda os 1,5 triliões de dólares.
“Significa isto, que este comércio é feito sobretudo pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), portanto, a África, exporta as commodities para OCDE”, Disse Luís Magaço que é CEO da Austral Consultoria e Presidente da Associação Comercial e Industrial de Moçambique (ACIS).
“E se essas commodities forem internalizadas, elas criarão no continente benefícios para a população, porque vai criar a alavancagem económica necessária para que os países africanos possam fazer aquilo que é essencial em toda esta temática da criação deste bloco de integração económica intra-continental”, Disse Luís Magaço, referindo-se aos desafios da Zona de Comercio Livre Continental Africana.
Para ele, a questão “não é apenas permitir o comércio interno sobre a África, o mais importante é que a África possa começar a transformar aquilo que produz, portanto, os ganhos estão na transformação, porém esta requer que haja um mercado”.
Segundo disse, esse mercado já existe potencialmente, “estamos a falar de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas, mas que precisam de estar integradas, e esta integração significa infra-estruturas de comunicação acima de tudo, porque é necessário que o produto que por exemplo Moçambique exporta, chegue à República Democrática de Congo, Uganda, África do Sul, entre outros, mas para isso precisamos de estradas, linhas férreas, o que precipita a urgência da necessidade do investimento ou Parceria Público-Privado (PPP), para o desenvolvimento desta infra-estruturas de comunicações, ligações entre os países, energia eléctrica, telecomunicações, regras comuns de funcionamento dos mercados”.
“Há permanentemente no mundo, cerca de 2 triliões de dólares à espera de oportunidades de negócio, estão soltos é uma questão de oportunidades para que todos nós possamos ir buscar os 2 triliões ou parte desse valor, e falar de oportunidades significa que, os mercados funcionem de forma dinâmica, ninguém vai investir no mercado que não funciona, que não tem energia eléctrica, que não tem infra-estruturas que as leis não são cumpridas, portanto, o “enforcement” é extremamente importante”, desferiu Luís Magaço.
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