África do Sul: Banco central opta por mais uma “manutenção da firmeza”- Mantém inalterada taxa de juro de referência

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O banco central sul-africano manteve o seu tom de falcão na quinta-feira, 23/11, ao manter inalterada a sua principal taxa de empréstimo pela terceira reunião consecutiva e enfatizou que os estrangulamentos logísticos estavam a prejudicar as perspectivas de crescimento.

A decisão unânime de manter a taxa dos acordos de recompra em 8,25% estava em consonância com todas as previsões que vinham sendo feitas por diversas entidades, nos últimos dias.

A nação mais industrializada de África registou um crescimento económico lento na última década, com cortes de energia contínuos por parte da empresa estatal Eskom e problemas nos portos e na empresa de transporte ferroviário de mercadorias Transnet, que restringiram a actividade económica em sectores que vão da exploração mineira à agricultura.

“O funcionamento dos portos e dos caminhos-de-ferro… tornou-se um sério constrangimento”, disse o governador do South African Reserve Bank (SARB), Lesetja Kganyago, numa conferência de imprensa.

A inflação subiu acentuadamente para 5,9% em termos anuais em Outubro, contra 5,4% em Setembro, aproximando-se do limite superior do intervalo de objectivos do banco central de 3%-6%.

“O aumento da inflação não é bem-vindo”, disse Kganyago, referindo-se aos dados de Outubro.

Acrescentou que, apesar do aumento mensal, o banco ainda espera que a inflação caia para dentro do seu intervalo de objectivo até 2025.

Não deu qualquer indicação sobre quando é que se esperam cortes nas taxas de juro.

Muitos analistas prevêem a primeira redução das taxas no início de 2024, mas alguns alertaram para o facto de o SARB poder adiar o seu ciclo de flexibilização para além dessa data.

“O SARB não tem claramente pressa em juntar-se ao clube dos mercados emergentes que cortam as taxas”, disse à Reuters Jason Tuvey, Economista-Chefe adjunto para os mercados emergentes da Capital Economics.

Elize Kruger, um economista independente baseado na África do Sul, disse também à Reuters, que o SARB pode agora ter chegado ao fim do seu ciclo de subida e que o próximo passo poderia ser um corte.

Antes das últimas três decisões de “manter”, o SARB havia aumentado as taxas 10 vezes consecutivas a partir de Novembro de 2021.

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