Banco Central do Zimbabwe deve mais de US$ 4 mil milhões a fornecedores de alimentos e combustível

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  • O credor número 2 do banco era o gigante de commodities Trafigura Group;
  • As dívidas do Banco Central referem-se ao fornecimento de combustível, milho, serviços.

O banco central do Zimbabwe acumulou dívidas de mais de US$ 4 mil milhões de dólares a bancos e empresas, incluindo o gigante de commodities Trafigura Group e a companhia aérea nacional South African Airways.

Essas dívidas do Reserve Bank of Zimbabwe estão relacionadas com o fornecimento de combustível, milho e outros bens e serviços, à medida que o Estado tenta sustentar a economia vacilante. O Zimbábwe esta a sofrer com a turbulência do mercado, à medida que as novas regras fiscais impulsionam uma recuperação da moeda, que anteriormente estava desvalorizada para domar a inflação de três dígitos e as taxas de juro mais altas do mundo.

A Trafigura é o credor número 2, cuja divida é de US$ 66 milhões, atrás de outro trader de commodities Holbud, 85 milhões de dólares, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira, 20/07, pelo Departamento de Gestão da Dívida Pública do Tesouro. A SAA, que foi reactivada depois de ser colocada em resgate empresarial, é lhe devida US$ 61 milhões de dólares por serviços aéreos.

As actividades quase fiscais do banco central já foram criticadas antes pelo Fundo Monetário Internacional, que instou as autoridades a encerrá-las. O Zimbabwe não pode acessar crédito de instituições financeiras internacionais, pois já está US$ 17 mil milhões de dólares em atrasos.

O Tesouro do Zimbabwe disse que buscará a aprovação dos legisladores para assumir as obrigações externas do banco central. A lista de credores vai desde particulares, empresas privadas, bancos e instituições financeiras, incluindo o África Export-Import Bank, com sede no Cairo.

A Bloomberg News noticiou em Abril passado que a Trafigura e o governo do Zimbabwe discutiram um acordo que daria ao comerciante de commodities controle sobre a produção de algumas das maiores minas do país como parte pagamento de dívidas.

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