
Banco de Moçambique analisa potenciais oportunidades e riscos em Moçambique, resultantes da digitalização da economia
- Banco de Moçambique debruça-se sobre o novo paradigma da economia e seus potencias efeitos locais
As XIV Jornadas Científicas do Banco de Moçambique, cuja realização coincide este ano com o dia do Metical, o 16 de Junho, escolheu como foco as “Oportunidades e Riscos da Digitalização da Economia para Moçambique”, um tema que para o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, “enquadra-se no novo paradigma no qual a inovação financeira tem sido um catalisador para o crescimento das economias”
Na sua intervenção na abertura do certame, Rogério Zandamela disse que a relevância da digitalização da economia decorre do “seu potencial para oferecer benefícios aos consumidores, através do alargamento do acesso aos produtos financeiros, maior flexibilidade, serviços mais eficientes e a preços competitivos”. Todavia, chamou atenção, “a inovação financeira traz consigo riscos para os consumidores dos serviços prestados, bem assim desafios para os bancos centrais, como reguladores, aos quais devem responder através de investimentos em infra-estruturas tecnológicas e ajustamento dos seus quadros regulatórios”.
Assim, com a escolha do tema para estas XIV Jornadas Científicas do Banco de Moçambique, a instituição tem a expectativa, de recolher subsídios que possam resultar em formas de assegurar o equilíbrio entre os riscos e benefícios resultantes dessas inovações tecnológicas para a economia.
“Na nossa actuação como reguladores do sistema financeiro, um dos grandes dilemas consiste em garantir esse equilíbrio, num contexto em que os crimes cibernéticos têm vindo a crescer, tornando-se cada vez mais sofisticados”. Disse
“Com este tema, pretende-se reflectir sobre as potenciais oportunidades e riscos em Moçambique, resultantes da digitalização da economia”. Sublinhou
O Governador apresentou alguns desenvolvimentos que o Banco de Moçambique tem vindo a realizar, no domínio da digitalização, tais como, no caso particular da digitalização dos sistemas de pagamentos, onde foi alcançada a interligação das operações entre as instituições de moeda electrónica que operam no país, “o que significa que os clientes destas instituições podem efectuar transferências e receber dinheiro entre si de forma cómoda e segura”.
Outro desenvolvimento mencionado foi o verificado no domínio da inovação tecnológica, onde o Banco de Moçambique, tem estado a contribuir para a digitalização da economia através do Sandbox regulatório, uma iniciativa que procura responder aos desafios impostos pela inovação tecnológica na área de serviços financeiros, tendo sido certificadas, até ao momento, duas fintechs, que já se encontram a operar no mercado.
Também mencionou Rogério Zandamela, a criação da Comissão de Gestão do Programa de Transformação Digital, “com vista a definir a estratégia de transformação digital ao nível do Banco, o respectivo plano de implementação e acompanhar a execução dos projectos de transformação digital”, incluindo
A criação de um grupo de trabalho multidepartamental “que está empenhado em pesquisar e recolher experiências internacionais sobre moeda digital dos bancos centrais, de modo a que possamos identificar um modelo que melhor se ajuste à nossa realidade, sem descurar as questões relacionadas com a segurança cibernética”.

Primeiro Vice-Governador do Banco Central do Gana, Maxwell Opoku-Afari
Nesse aspecto em particular o Primeiro Vice-Governador do Banco Central do Gana, Maxwell Opoku-Afari, foi convidado a partilhar a experiência do seu País em torno da questão da digitalização da economia, com realce para as oportunidades e os riscos inerentes.
O júri da presente edição das Jornadas Científicas do Banco de Moçambique selecionou três trabalhos para a apresentação pública, designadamente, a primeira, da autoria de José Ngale e Gilberto Ngale, que tem como tema “Impacto da Transformação Digital no Desempenho das Pequenas e Médias Empresas em Moçambique”. O segundo, da autoria de António Chichava que se debruçou sobre “Moeda Digital do Banco Central e suas Implicações para a Estabilidade Financeira: O Caso de Moçambique” e, por último, Aurélio Bucuane que debruçou-se sobre “Análise das Implicações da Digitalização na Condução da Política Monetária em Moçambique e Perspectivas de Introdução de Moeda Digital Emitida pelo Banco Central”.
Para o Governador do Banco de Moçambique, os trabalhos seleccionados pelo júri constituem uma mais-valia, ao procurarem analisar as implicações da digitalização sobre o sector financeiro, em particular, e na economia, no geral.
“É nossa convicção de que os resultados dos estudos acima mencionados que serão partilhados em detalhe contribuirão para estimular a investigação, promover debates e melhorar o processo de formulação de políticas sobre esta temática”, concluíu.
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