
BNI MOBILIZA USD 162 MILHÕES PARA EDM
O Banco Nacional de Investimento (BNI), mobilizou um financiamento na ordem de 162 milhões de dólares norte-americanos, da sua congénere sul-africana, a Development Bank Of Southern África (DBSA) para empresa Electricidade de Moçambique (EDM) com vista a assegurar a electrificação nas Províncias de Cabo Delgado e Cidade de Maputo.
É o culminar de um período longo de negociações que durou cerca de três anos envolvendo técnicos do Banco Nacional de Investimento, Electricidade de Moçambique e da sul-africana Development Bank Of Southern África (DBSA).
Para Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração do BNI, não foi tarefa fácil mobilizar financiamento para este projecto, tendo em conta que o processo aconteceu numa altura em que o País atravessava momentos adversos, nomeadamente, a tensão político militar bem como a situação macroeconómica do País um tanto quanto deficitária.
Nesta primeira fase, a Development Bank Of Southern África vai desembolsar mais de 80 milhões de dólares ficando o remanescente desembolso para próximo ano. Para além deste o Banco Nacional de Investimento, está a financiar outros projectos ao nível nacional no cumprimento do seu papel de mobilizar financiamento a economia.
Por sua vez o representante da Development Bank Of Southern Africa, deixou claro que assinatura deste contrato marca o início de uma relação financeira entre o DBSA, BNI e a EDM.
O PCA da Electricidade de Moçambique, Aly Sicola Impija, deixou claro que o projecto será implementado nas províncias de Cabo Delgado e Cidade de Maputo.
Refira-se que a implementação do projecto está a cargo de uma empresa portuguesa num prazo de 18 meses.
Os interesses área 4 da Bacia do Rovuma
Atento às oportunidades emergentes da indústria do petróleo e gás, o BNI está a desenhar e a disponibilizar soluções financeiras adequadas para as necessidades do ramo. Com efeito, o Banco, participou no financiamento da Coral Sul na Plataforma Flutuante através do seu parceiro, a Trade and Development Bank (TDB), num valor orçado em 100 milhões de dólares norte-americanos.
Na sequencia, disse-nos o PCA do BNI, Tomás Matola, sobre a visão do Banco sobre este sector: “Naturalmente que temos um papel extremamente importante, não só para o financiamento das empresas nacionais no Conteúdo Local
para terem capacidade de oferecer bens e serviços aos grandes projectos, mas também, na perspectiva de mobilização desses recursos nos mercados internacionais procurando criar ligações entre o empresariado nacional e os investidores internacionais”. De acordo com o PCA, o BNI está preparado para dar suporte ao empresariado nacional não só em termos de financiamento mas também em termos de capacitação técnica.
“Nós através do nosso segmento de banca de investimento oferecemos serviços de assessoria em várias várias áreas, comportando, a elaboração de estudos viabilidade, estruturação e reestruturação financeira, reorganização empresarial, entre outras”, frisou Matola, para depois acrescentar que, “o BNI encontrar-se neste momento a mobilizar recursos financeiros a nível internacional para financiar diversas empresas nacionais que não conseguem financiamento localmente.

Tomás Matola – PCA do BNI
É nesta senda que o BNI, participou no financiamento da Coral Sul da Plataforma Flutuante através do seu parceiro que é Trade and Development Bank (TDB), num financiamento de 100 milhões de dólares e continua a preparar-se para financiar a Área 4.
A nível do upstream,”estamos a entrar através dos nossos parceiros porque não temos balanço suficiente para entrarmos e a nível do downstream continuamos a financiar as empresas nacionais através dos nossos produtos e serviços”, revelou o PCA.
Financiamento ao empreendedorismo rural em USD 60 milhões
Outrossim, uma linha de crédito de USD 60 milhões está disponível para financiar o empreendedorismo rural em Moçambique. A boa nova é do Banco Nacional de Investimentos (BNI), em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), e será implementado nos próximos seis anos. A disponibilidade do montante foi anunciada pelo PCA do BNI, Tomás Matola, que mencionou os esforços que o Banco tem vindo a envidar no sentido do fomento da economia rural em toda a sua cadeia de valor.
Aliás, o pacote financeiro está associado à matriz institucional de BNI que preconiza o financiamento e dinamização dos sectores produtivos nacionais e apoio a ligações económicas intersectoriais.
Para implementar este projecto o BNI deverá embarcar no alargamento da sua representação no País, através de abertura de delegações em pelo menos dois pontos estratégicos, designadamente, em Xai-Xai, província de Gaza e Chimoio, na província de Manica.
A estratégia de implementação do projecto comporta o desdobramento de vários agentes implementadores nas comunidades abrangidas, regendo-se por procedimentos que se assemelham a operações de microcrédito.
A ideia é que o fundo seja alocado através do BNI às microcréditos que operam na zona rural, às cooperativas que operam na zona rural e todas aquelas instituições de desenvolvimento a operar na zona rural.
Segundo o último censo populacional, pelo menos 80% da população do país, pertence as zonas rurais com actividades essencialmente agrícolas mas também algumas no domínio da pesca, floresta e pequeno comércio.
Sustentabilidade do fundo

Linha de Energia
A questão da sustentabilidade emerge neste tipo de iniciativas como uma questão crucial e que exige elevada atenção para não comprometer os objectivos e a viabilidade do Fundo.
O BNI tem na manga várias precauções para assegurar – reembolso de crédito, e todo o circuito positivo associado a este tipo de iniciativas, que devem comportar, necessariamente, rentabilidade e a sustentabilidade.
“Neste fundo nós temos como particularidade uma componente que é de Graduation and Promotion que consiste em tirar os operadores na área rural, que não estão ainda elegíveis para aceder ao financiamento e que precisam de formações básicas para que possam ser dada a assistência técnica necessária, de modo a permitir que a sua actividade deixa de ser supra informal e que tenham mínimas condições para aderir e aceder ao financiamento normal”, aferiu Tomás Matola.
Para além de financiar as Microcréditos ou implementadores de desenvolvimento nas zonas rurais o fundo deverá conceder financiamento directo às PME’s.
“E teremos também aquilo que é uma componente de financiamento directo às Médias e Pequenas Empresas que operam na zona rural para permitir que elas trabalhem nas suas actividades e que consigam gerar Cash-flow para que no fim do dia possam promover aquilo que é a inclusão financeira através deste fundo”, defende Matola.
A expectativa do BNI é que após cinco anos pelo menos tenham sido beneficiadas 285 mil pessoas, que em termos de impactos transversais e efeitos multiplicadores poderá significar mudanças positivas importantes na paisagem social e económica de uma porção das comunidades rurais moçambicanas.
“O que se espera deste fundo é que abrange cerca de 285 mil beneficiários ao nível nacional, repartidos pelas três regiões e nós esperamos que estes beneficiários ao fim dos 5 anos tenham capacidade de gerar Cash-flows e terminado o projecto garantam que consigam manejar as suas actividades sem muita intervenção, para além de permitir que os beneficiários que não tiveram acesso nesta fase possam ser alocados”, concluiu Matola.
Veja o vídeo a seguir:

















