
Casa Branca Prepara Ordem Executiva Para Esclarecer Tarifas Sobre Barras de Ouro
- Indústria suspende envios para os EUA após decisão da Alfândega suscitar dúvidas sobre tarifas de 39%
Questões-Chave:
Ruling da U.S. Customs and Border Protection indica que barras de 1 kg podem estar sujeitas a tarifas específicas de país;
Associação Suíça do sector afirma que medida afecta qualquer país que exporte barras para os EUA;
Refinadores e operadores logísticos interrompem entregas, aumentando a incerteza no mercado;
Casa Branca promete clarificar a “desinformação” e preparar uma ordem executiva;
Inventários elevados na COMEX evitam, para já, problemas de liquidez.
A Casa Branca vai emitir, em breve, uma ordem executiva para clarificar alegadas “desinformações” sobre tarifas de importação de barras de ouro, numa tentativa de acalmar o mercado global após a decisão da U.S. Customs and Border Protection (CBP) que levou à suspensão de entregas de ouro para os Estados Unidos por parte de refinadores e operadores logísticos.
A incerteza instalou-se no mercado internacional de ouro depois de o CBP ter determinado que as barras fundidas de 1 kg e as de 100 onças troy — os formatos mais transaccionados no mercado de futuros norte-americano — devem ser classificadas sob o código aduaneiro 7108.13.5500, e não no 7108.12.10. Apenas este último está incluído na lista de produtos isentos de tarifas específicas de país, o que significa que, na prática, as barras do primeiro código poderão ser alvo de tarifas de 39%.
A decisão atinge directamente a Suíça, maior centro mundial de refinação e trânsito de ouro, mas também tem implicações para outros exportadores como Reino Unido, Canadá e África do Sul. “Com uma tarifa de 39%, as exportações de barras de ouro para os EUA ficarão definitivamente interrompidas”, afirmou Christoph Wild, presidente da Associação Suíça de Fabricantes e Comerciantes de Metais Preciosos (ASFCMP), sublinhando que este mercado é historicamente relevante para a indústria suíça.
O analista independente Ross Norman comparou a eventual imposição das tarifas a “deitar areia num motor que funciona bem”, admitindo, contudo, que possa tratar-se de um erro administrativo. Enquanto isso, um grande refinador suíço suspendeu de imediato as entregas, e fontes da logística confirmaram que outros operadores internacionais seguiram o mesmo caminho.
A Casa Branca, por seu lado, garantiu que a medida será clarificada “em breve” para dissipar dúvidas e corrigir interpretações erróneas. A reacção política levou os futuros de ouro nos EUA a reduzirem ganhos, sendo negociados a US$ 3.457 por onça, contra um preço spot global estável nos US$ 3.398.
Apesar da turbulência, o mercado doméstico norte-americano mantém-se protegido por elevados níveis de inventário nos armazéns da COMEX, que representam 86% do open interest — muito acima do nível típico de 40–45%. De acordo com a analista Rhona O’Connell, da StoneX, não existe, para já, um problema de liquidez.
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