
Chapo Reitera Agricultura Como Eixo da Estratégia Económica
No lançamento da Campanha Agrária 2025/2026, em Sofala, o Presidente Daniel Chapo reafirmou a centralidade da agricultura no futuro económico do país, defendendo maior produtividade, disciplina no uso da terra, organização dos produtores e resiliência climática como bases de um novo ciclo de desenvolvimento rural.
- Agricultura assumida como pilar do crescimento económico;
- PR exige disciplina fundiária e combate ao abandono produtivo;
- Produtividade, mecanização e irrigação destacadas como prioridades;
- Chapo apela à organização dos produtores e melhor acesso aos mercados;
- A resiliência climática passa a integrar a estratégia agrícola nacional.
No relançamento da Campanha Agrária 2025/2026, na província de Sofala, o Presidente da República, Daniel Chapo, adoptou um discurso de forte conteúdo económico, reposicionando a agricultura como “espinha dorsal da economia moçambicana” e apelando a um novo ciclo baseado em disciplina, produtividade e modernização. Num país marcado por vulnerabilidades climáticas, volatilidade dos mercados internacionais e fraca capacidade produtiva, o PR defendeu que “sem uma agricultura forte, não há soberania económica possível”.
Agricultura No Centro da Agenda Económica de Chapo
Ao iniciar a campanha agrícola, o Presidente foi explícito: a agricultura deixa de ser vista apenas como um sector social e passa a ser tratada como um pilar macroeconómico. Chapo afirmou que “Moçambique não pode continuar a depender do que não controla. Produzir os nossos alimentos é produzir a nossa estabilidade”. A intervenção alinha-se com a necessidade de dinamizar a economia rural, reduzir dependências externas e fortalecer a base produtiva interna do país.
Produtividade Como Novo Imperativo Nacional
O Presidente destacou que não basta expandir áreas cultivadas — é preciso aumentar os rendimentos por hectare. Reforçou a necessidade de sementes melhoradas, insumos de qualidade, assistência técnica permanente e maior mecanização. Sublinhou também que o uso da água deve ser encarado como factor económico estratégico, afirmando que “a chuva não pode continuar a determinar o destino agrícola do país”. A irrigação surge, assim, como vector estrutural da modernização agrícola.
Disciplina Fundiária e o Combate ao Abandono das Terras
Chapo introduziu um dos pontos mais sensíveis: o uso improdutivo ou negligente da terra. O PR foi directo ao afirmar que “terra é para produzir, não para ocupar nem abandonar”, deixando claro que concessões improdutivas poderão ser reavaliadas. A mensagem envia um sinal inequívoco sobre a nova abordagem governamental: a terra, enquanto activo económico, deve gerar produtividade, emprego e valor.
Organização dos Produtores Como Condição Para Competir
O Presidente insistiu que a desorganização dos produtores limita a competitividade e fragiliza a capacidade de negociar preços, crédito ou infra-estruturas. Indicou que “a força está na organização e na escala, não no esforço isolado”, defendendo a dinamização de associações, cooperativas e ligações formais às cadeias de valor. A lógica é económica: sem escala, não há competitividade; sem organização, não há acesso a mercados formais.
Agricultura, Clima e Economia: A Nova Tríade Estrutural
Perante a recorrência de choques climáticos, Chapo destacou a resiliência climática como componente integral da estratégia agrícola. O PR alertou que “não se pode planificar a agricultura ignorando o clima”, defendendo práticas adaptativas, diversificação e infra-estruturas resilientes. Esta abordagem liga agricultura, energia, água e investimento público, sinalizando uma visão mais integrada e menos reativa.
A intervenção de Daniel Chapo assinala uma mudança na matriz agrícola e económica do país. Ao exigir disciplina fundiária, insistir na produtividade e na organização dos produtores e integrar a resiliência climática na planificação nacional, o Chefe de Estado imprime uma orientação clara: Moçambique entra num novo ciclo em que a agricultura deixa de ser uma retórica e passa a ser, efectivamente, o coração da estratégia económica nacional.
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