Cimeira sobre Novo Pacto Financeiro Global: Recursos minerais devem beneficiar África, defende Adriano Maleiane

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O Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, disse que África dispõe de diversos e abundantes recursos energéticos como carvão, petróleo, gás, geotermia, biomassa, hídrica, solar e eólica, defendendo o seu uso adequado para acelerar a industrialização e electrificação, em benefício das comunidades.

Maleiane falava num painel subordinado ao tema “Futuro Energético Justo de África”, no contexto da Cimeira sobre Novo Pacto Financeiro Global, que decorre desde ontem em Paris, a capital francesa. O Primeiro

Ministro participa no evento em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Referindo se particularmente ao caso de Moçambique, explicou que o país está a posicionar-se para se tomar num centro de energia renovável que pode contribuir, de forma relevante, para a transição energética da África Austral e, deste modo, promover a industrialização verde no âmbito da produção de produtos de baixa emissão de carbono.

“Para concretizar essas ambições, Moçambique tem vindo a colocar as questões climáticas no centro da sua agenda governativa, o que é consubstanciado pelo estabelecimento de uma Unidade de Financiamento Climático no Ministério da Economia e Finanças para assegurar a coordenação de uma abordagem integrada na mobilização de recursos destinados ao financiamento da mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, afumou o Primeiro Ministro.

Acrescentou que o gás natural e o GNL podem desempenhar um papel importante na resposta às necessidades prementes de diversificação energética e resiliência, em face da actual conjuntura de imprevisibilidade no mercado energético.

O governante vincou ainda que a arquitectura financeira global para apoiar a transição climática a nível mundial necessita urgentemente de aumento dos recursos disponíveis e de reforma.

“Apelamos que se acelere a operacionalização do artigo 6 do Acordo de Paris e estabeleçam se mecanismos robustos para assegurar a implementação de projectos de baixo carbono, particularmente nos países vulneráveis e em desenvolvimento, para que estes beneficiem efectivamente dos mercados internacionais de carbono.

Ele reconheceu a recente iniciativa do FMI de estabelecer um Fundo de Resiliência e Sustentabilidade que fornecerá financiamento concepcional de longo prazo para apoiar e tornar as economias mais resilientes às mudanças climáticas.

A cimeira sobre novo Pacto Financeiro Global foi aberta pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que apelou para um novo consenso e objectivos claros para um mundo mais resiliente.

“Estamos aqui para agir. Esta cimeira é de todos. Temos de fazer um novo consenso. Precisamos de ter objectivos claros hoje. Nenhum país deve ter de escolher entre o fim da pobreza e a protecção do planeta. Cada país deve escolher serenamente o seu modelo e este pacto deve ser o mais respeitoso possível à soberania dos estados. Temos de investir mais fundos para o clima e desenvolvimento”, disse Macron.

Presente na cimeira de Paris, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou à necessidade de se salvar o planeta e prestar mais atenção aos países mais vulneráveis.

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