
Comércio global regista queda de 9% em 2020
O comércio global registou uma queda de 9% em 2020, com o comércio de bens a diminuir em cerca de 6% e o comércio em serviços reduzindo em cerca de 16,5%, devido as perturbações económicas e sociais provocadas pela COVID-19, revela a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, sigla em Inglês).
Em uma actualização sobre o Comércio Global divulgada esta semana, o organismo de comércio e desenvolvimento da ONU refere que, o efeito da COVID-19 no comércio global foi mais severo durante o primeiro semestre de 2020, com uma queda de cerca de 15%.
O comércio global começou a recuperar no terceiro trimestre de 2020 e mais fortemente no quarto trimestre de 2020. A recuperação na segunda metade do ano transacto deveu-se, em grande parte, à recuperação do comércio de bens, enquanto que o comércio de serviços continuou a situar-se substancialmente abaixo da média. No quarto trimestre de 2020, o comércio global de bens cresceu cerca de 8% em termos trimestrais, enquanto o comércio de serviços estagnou nos níveis do terceiro trimestre de 2020.
A avaliação do relatório sobre o comércio em diferentes sectores conclui que a recuperação comercial do segundo semestre de 2020 abrangeu a maioria dos sectores de bens, com exceção da energia e dos sectores de equipamentos de transporte. Enquanto a recuperação comercial no terceiro trimestre de 2020 foi em grande parte impulsionada por sectores relacionados com os bens, a recuperação no quarto trimestre foi impulsionada pelo crescimento do comércio registado em um conjunto mais amplo de sectores, refere a fonte.
A recuperação comercial do quarto trimestre de 2020 deveu-se, em grande parte, aos países em desenvolvimento, avança o documento. O comércio de mercadorias de e para os países em desenvolvimento recuperou mais fortemente em relação aos países desenvolvidos, especialmente no que se refere às exportações, sendo que o destaque vai para as economias do leste asiático.
Relativamente as perspectivas para o médio prazo, a UNCTAD espera um abrandamento na recuperação do comércio de bens no primeiro trimestre de 2021 (uma queda de 1,5% em relação ao quarto trimestre de 2020) e uma nova diminuição do comércio de serviços (uma queda de 7% em relação ao quarto trimestre de 2020), principalmente devido a perturbações contínuas no sector das viagens.
No entanto, “as projeções permanecem imprecisas devido às preocupações persistentes sobre a COVID-19 e a incerteza sobre a magnitude e o tempo dos pacotes de estímulos em algumas grandes economias”, explica a fonte.
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