
Conheça a economia com o crescimento mais rápido do mundo e poderá crescer uns “explosivos” 100%
- A Guiana, um País da América do Sul com uma população de cerca de 800.000 pessoas, deverá crescer 38% até ao final do ano, de acordo com as recentes previsões do PIB do Fundo Monetário Internacional.
- A economia com o crescimento mais rápido do mundo está a caminho de um crescimento superior a 100%, em grande parte alimentado pelos lucros do seu sector de produção e exportação de petróleo.
- A BMI, uma unidade de investigação da Fitch Solutions, é também de opinião que “a Guiana registará um crescimento explosivo este ano”, prevendo-se que aumente cerca de 115% nos próximos cinco anos.
A economia com o crescimento mais rápido do mundo pode estar a caminho de crescer mais de 100% até 2028, em grande parte alimentada pelos lucros do seu sector de produção e exportação de petróleo, de acordo com uma análise.
A Guiana, um país da América do Sul com uma população de cerca de 800.000 pessoas, deverá crescer 38% até ao final do ano – um ritmo “extremamente rápido”, de acordo com as recentes previsões do PIB do Fundo Monetário Internacional.
O FMI não está sozinho no seu optimismo.
A BMI, uma unidade de pesquisa da Fitch Solutions, também é da opinião de que “a Guiana terá um crescimento explosivo este ano”, disse Andrew Trahan, seu chefe de risco-país da América Latina.
Ele espera que o PIB real da Guiana aumente cerca de 115% nos próximos cinco anos.
“A magnitude exacta do aumento [depende] da rapidez com que a produção adicional de petróleo for colocada em operação”, acrescentou.
O BMI prevê que a produção de petróleo na Guiana salte de cerca de 390.000 barris por dia este ano para mais de um milhão de barris por dia em 2027, à medida que novos campos offshore no bloco Stabroek do país forem abertos por um consórcio liderado pela ExxonMobil.
“Ao longo do tempo, os preços do petróleo serão bastante voláteis e acabarão por se manter baixos. É por isso que é extremamente importante para a Guiana diversificar a sua economia”, disse Valerie Marcel – membro associado, Chatham House, falando para a cadeia CNBC.
“O crescimento robusto da Guiana tem sido, e continuará a ser, impulsionado por uma rápida expansão da produção de petróleo na sequência de uma série de descobertas nos últimos anos”, disse Trahan, acrescentando que o aumento da produção de petróleo irá reforçar as exportações líquidas da Guiana.
A Guiana registou um crescimento do PIB de 62,3% em 2022, o mais elevado do mundo, de acordo com o FMI.
Para além do aumento da produção de petróleo com a entrada em funcionamento de um terceiro campo petrolífero, o crescimento do sector não petrolífero da Guiana foi também impulsionado pelo investimento em transportes, habitação e aumento do capital humano. O relatório do FMI sublinhou que os sectores da agricultura, minas e pedreiras da Guiana também estão a ter um bom desempenho.
Trahan prevê que o país voltará a ser a economia com o crescimento mais rápido do mundo em 2023 e espera que mantenha o título pelo menos durante os próximos dois anos.
“Prevemos que este forte crescimento se mantenha nos próximos anos, à medida que a produção de petróleo continua a aumentar, com o PIB real a aumentar cerca de 115% entre 2022 e 2028”, afirmou.
O aumento das exportações de energia da Guiana irá alimentar a trajectória de crescimento do país, bem como as repercussões do forte investimento, as novas oportunidades de emprego e o aumento das receitas públicas.
Riscos para as previsões
Dito isto, as perspectivas optimistas não estão isentas de riscos, diz a analise da CNBC.
Segundo a fonte, a Guiana passou rapidamente de um dos países mais pobres das Caraíbas para uma economia “com um crescimento excepcional”, disse Valerie Marcel, membro associado do grupo de reflexão Chatham House, à CNBC por e-mail.
“A trajectória de crescimento positivo vai continuar, mas isso dependerá da estabilidade política do país e dos preços elevados do petróleo”.
“Ao longo do tempo, os preços do petróleo serão bastante voláteis e acabarão por se manter baixos. É por isso que é extremamente importante para a Guiana diversificar a sua economia”, disse Marcel.
Como qualquer país dependente das receitas do petróleo, a Guiana corre riscos, nomeadamente no que se refere à corrupção e à doença holandesa, advertiu. A doença holandesa é um termo económico que se refere às repercussões negativas decorrentes de um desenvolvimento rápido resultante da descoberta de novos recursos, que paradoxalmente prejudica a economia em geral.
Da mesma forma, o BMI vê riscos políticos notáveis.
“A Guiana é um país com um historial de profundas divisões entre as populações indo-guianenses e afro-guianenses, e debate-se com a corrupção e o crime organizado”, afirma Trahan. O afluxo de lucros do petróleo poderia exacerbar as divisões, disse ele.
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