Crescimento económico na África Subsahariana deverá desacelerar para 3,2% este ano

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Espera-se que o crescimento da Africa Subsahariana diminua ainda mais para 3,2% em 2023, antes de aumentar para 3,9% em 2024, segundo avança a publicação “Perspectivas Económicas Globais”, do Banco Mundial.

O estudo prevê-se que a recuperação na África do Sul abrande para 0,3% este ano, uma vez que as interrupções generalizadas de energia pesam fortemente sobre a actividade e contribuem para a persistência da inflação, enquanto que, para a Nigéria, espera-se que o crescimento permaneça pouco acima do crescimento populacional – “muito mais lento do que o necessário para fazer incursões significativas na mitigação da pobreza extrema”.

Os rebaixamentos das perspectivas feitas nesta actualização da tendência da economia global, feita pelo Banco Mundial, no entanto, vão além das principais economias regionais, com o custo de vida elevado restringindo o consumo privado e políticas mais rígidas impedindo uma recuperação do investimento em muitos países.

“De um modo mais geral, espera-se que o agravamento das vulnerabilidades internas, juntamente com condições financeiras mundiais restritivas e um fraco crescimento mundial, mantenha as recuperações moderadas”. Refere a publicação do Banco Mundial.

Prevê-se que o rendimento per capita na África Subsahariana cresça menos de 1% ao ano, em média, durante o horizonte em previsão, enquanto em mais de um quinto das economias da região, incluindo três maiores, o crescimento médio da renda per capita em 2023-24 não deve exceder 0,5% e será negativo em mais de um décimo.

Face a esse quadro, o Banco Mundial antevê as perspectivas de redução da pobreza na região a permanecerem sombrias, com quase 40% da população da região, a viver em países com renda per capita mais baixa, no próximo ano do que em 2019.

O Banco Mundial adverte que as perspectivas estão sujeitas a múltiplos riscos em sentido descendente, uma vez que a actividade mundial pode desacelerar mais rapidamente do que o previsto se a reabertura da economia chinesa não conseguir gerar uma recuperação duradoura ou se as condições financeiras mundiais se tornarem mais restritivas.

“Se as pressões inflacionistas persistirem por mais tempo do que o actualmente previsto ou se as tensões no sector bancário das economias avançadas se espalharem para o sistema financeiro mundial, as condições financeiras da África Subsahariana poderão deteriorar-se ainda mais, provocando novas depreciações cambiais e saídas de capital, e aumentando os riscos de sobre-endividamento”.

Tudo isto é possível de acontecer para o desespero de muitas economias da África Austral, que já carecem de espaço orçamental para mitigar novos choques macroeconómicos, e que estão a lidar com desafios internos severos, como a pobreza persistente, a violência e os conflitos crescentes e os impactos adversos das alterações climáticas.

“Condições extremas mais severas, juntamente com a escalada da insegurança em países já sobrecarregados pelo aumento da frequência de tais eventos, podem deprimir ainda mais o crescimento e resultar em crises humanitárias prolongadas”.

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