CTA Satisfeita com a Nova Estratégia de Gestão da Dívida 2025–2029, Afirma Que Reforça Confiança no Compromisso do Governo com a Estabilidade Económica

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Organização considera a aprovação da estratégia um passo decisivo para a credibilidade financeira de Moçambique, sublinhando a importância da consolidação fiscal e do diálogo público-privado na retoma do crescimento económico.

Questões-Chave:
  • A CTA saúda a aprovação da Estratégia de Gestão da Dívida Pública de Médio Prazo 2025–2029, destacando o seu impacto na estabilidade macroeconómica e no ambiente de negócios;
  • A medida reforça o compromisso do Governo com uma gestão fiscal responsável, equilibrando custo e risco da dívida;
  • A CTA sublinha o avanço das reformas estruturais e a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta do GAFI como sinais de credibilidade e confiança;
  • A organização reafirma a sua disponibilidade para trabalhar com o Governo no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP);
  • A nova edição da CASP pretende mobilizar 1,5 mil milhões de dólares em novos projectos de investimento.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifestou satisfação com a aprovação, pelo Governo, da Estratégia de Gestão da Dívida Pública de Médio Prazo 2025–2029, considerando tratar-se de um marco importante na consolidação das políticas financeiras do país e na criação de um quadro de credibilidade e previsibilidade para o investimento privado.

Segundo a CTA, a nova estratégia traduz um compromisso claro do Executivo com uma gestão económica orientada para resultados, assegurando um equilíbrio entre custo e risco da dívida e promovendo transparência e responsabilidade fiscal.

“A aprovação desta estratégia representa um passo decisivo para a credibilidade financeira de Moçambique junto dos seus parceiros e investidores”, lê-se no comunicado da organização, que sublinha que a medida contribuirá para reforçar a confiança dos agentes económicos e criar bases sólidas para a retoma do crescimento económico.

A CTA elogia o esforço do Governo na consolidação fiscal e na modernização da gestão pública, considerando que tais reformas são essenciais para assegurar previsibilidade, estabilidade e segurança jurídica ao investimento privado.

A confederação observa ainda que a aprovação da estratégia ocorre num contexto de avanços significativos em matéria de credibilidade institucional, destacando a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), decisão que reforça a posição do país no sistema financeiro global.

A CTA recorda igualmente as medidas estruturantes recentemente anunciadas pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, designadamente as que visam dinamizar o sector do turismo, um dos pilares da diversificação económica nacional.

A organização refere que esses desenvolvimentos criam um quadro favorável à retoma do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), cuja aceleração é esperada a partir de 2026, impulsionada por reformas como a nova Lei de Investimentos e a Lei Cambial.

“As boas políticas só se consolidam quando geram resultados concretos que beneficiem as empresas e os cidadãos. É fundamental garantir que as reformas em curso se traduzam em impactos tangíveis na economia real”, destaca a CTA.

Confiança Renovada e Diálogo Público-Privado

O sector privado moçambicano reafirma a sua disponibilidade para continuar a trabalhar com o Governo, através do Diálogo Público-Privado (DPP), na identificação e resolução dos principais constrangimentos que afectam o ambiente de negócios, contribuindo para uma economia mais competitiva, produtiva e geradora de emprego.

A CTA encoraja ainda todas as forças vivas da sociedade a apostarem no trabalho, na inovação e na produtividade, reconhecendo nestes pilares os caminhos essenciais para um crescimento inclusivo e sustentável.

Num contexto de renovado optimismo económico, a Confederação e o Governo avançam na preparação da Vigésima Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorrerá sob o lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”. O evento deverá mobilizar cerca de US$ 1,5 mil milhões em novos projectos de investimento, reforçando o papel do sector privado como motor do crescimento e parceiro estratégico do Estado.

“A consolidação do diálogo público-privado, assente na confiança e no compromisso com resultados, é a chave para impulsionar a competitividade da economia moçambicana e assegurar um futuro de prosperidade partilhada”, conclui o comunicado.

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