Daniel Chapo: “O Porto de Maputo é hoje um símbolo claro da transformação estrutural de Moçambique”

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Em visita ao Porto de Maputo, , o Presidente da República destacou investimentos de mais de 900 milhões USD já executados, anunciou novos projectos avaliados em 500 milhões USD até 2027 e reforçou a ambição de posicionar Moçambique como plataforma logística competitiva no comércio regional.

Questões-Chave:
  • O Presidente sublinhou que os investimentos realizados e previstos no Porto de Maputo apresentam impacto transformador para a logística nacional;
  • A expansão dos terminais e a nova dragagem integram-se numa estratégia de aumento de capacidade e eficiência;
  • O Governo projecta mais 500 milhões de dólares em investimentos até 2027;
  • A digitalização e o reforço ferroviário são vistos como pilares para melhorar a competitividade dos corredores;
  • A execução dos projectos e a articulação porto–fronteiras serão determinantes para medir o impacto real destas intervenções.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou durante a sua visita oficial ao Porto de Maputo que as obras e expansões do MPDC constituem um marco decisivo no reforço da capacidade logística e competitiva do país. Destacou que “o Porto de Maputo é hoje um dos símbolos mais evidentes da mudança”, sublinhando que a expansão em curso, avaliada em mais de 500 milhões de dólares até 2027, poderá elevar o corredor a um novo patamar de eficiência e projecção regional. 

Uma visão de transformação logística e económica

Daniel Chapo abriu a intervenção reafirmando “o compromisso firme do Governo (…) com a modernização das nossas infra-estruturas estratégicas e com o fortalecimento do papel de Moçambique no comércio regional e internacional”. 

Segundo o Chefe do Estado, os investimentos observados durante a visita “possuem um impacto verdadeiramente transformador para Moçambique e para os Moçambicanos”, consolidando o porto como um activo geoestratégico da região. 

Investimentos executados e novos projectos para 2027

Desde o início da concessão em 2003, já foram investidos mais de 900 milhões USD no porto. Para os próximos três anos, o Presidente anunciou que “esperamos ver executados investimentos na ordem de 500 milhões de dólares norte-americanos”, abrangendo expansão de terminais, reforço operacional e aumento de capacidade. 

Os planos de longo prazo apontam para um volume de investimento acumulado próximo de 2 mil milhões USD.

Expansões em curso: contentores, carvão e carga geral

Daniel Chapo realçou que a expansão do terminal de contentores elevará a capacidade para mais de 500 mil TEUs anuais. Referiu ainda o aumento da capacidade do Terminal de Carvão, “de 8 para 12 milhões de toneladas, e mais tarde de 12 milhões para 15 milhões”, bem como o reforço da capacidade do Terminal de Carga Geral, que deverá ultrapassar os 15 milhões de toneladas. 

O Presidente sublinhou que estes aumentos de capacidade “representam mais eficiência, mais negócios, mais emprego e mais desenvolvimento”. 

Projetos estruturantes para 2026

Entre os projectos estruturantes previstos para 2026, destacam-se a nova dragagem, que levará o canal a menos de 16 metros de profundidade, e a reconstrução de mais de 400 metros de cais. O Presidente afirmou que a dragagem permitirá receber navios de maior porte e alinhar o porto com padrões internacionais de operação. 

Digitalização e combate a práticas ilícitas

Numa intervenção fortemente orientada para tecnologia, Daniel Chapo destacou que os sistemas digitais implementados no porto permitem “ligação automática entre o Porto de Maputo e a fronteira de Ressano Garcia”, melhorando a circulação de mercadorias e combatendo práticas ilícitas. 

Sublinhou ainda que grande parte do ecossistema tecnológico é operado por quadros nacionais, afirmando: “Foi com muita satisfação que conseguimos ver que tudo isto é feito por jovens moçambicanos; problemas locais, desafios locais, soluções locais.” 

Ferrovia como componente determinante da competitividade

O Presidente reforçou a necessidade de maior integração ferroviária no corredor de Maputo, afirmando que “o caminho-de-ferro é mais verde, aumenta a segurança, reduz custos e assegura maior competitividade para a nossa empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique”. 

Responsabilidade social e desenvolvimento humano

Daniel Chapo reforçou o componente social da concessão, destacando a construção da nova Escola Náutica, destinada a formar profissionais para o sector marítimo-portuário e para operações ligadas ao gás natural liquefeito. 

Referiu também a nova embarcação para transporte de passageiros para KaNyaka e a construção da nova ponte-cais a inaugurar em 2026.

A intervenção de Daniel Chapo no Porto de Maputo evidenciou a escala dos investimentos em execução, o impacto directo sobre a capacidade logística nacional e o papel crescente dos corredores moçambicanos no comércio regional. As metas apresentadas pelo Presidente, incluindo a expansão dos terminais, a digitalização e os projectos previstos para 2026, sugerem um ciclo de transformação que poderá redefinir a competitividade do porto. Resta agora acompanhar a execução, o cumprimento dos prazos e a articulação entre porto, ferrovia e fronteiras, factores que determinarão o alcance efectivo desta estratégia no desempenho logístico do país.

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