Dólar mantém-se firme perante expectativa de discursos da Fed

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Questões-Chave:
  • Moeda norte-americana mantém trajectória de valorização após corte de taxas pela Fed;
  • Investidores aguardam discursos de cerca de dez responsáveis do banco central, incluindo Jerome Powell e Stephen Miran;
  • Libra esterlina cai para mínimo de duas semanas devido a fragilidades fiscais no Reino Unido;
  • Banco do Japão sinaliza postura mais agressiva, yen recua ligeiramente;
  • China mantém taxas de juro de referência inalteradas pelo quarto mês consecutivo.

O dólar iniciou a semana em terreno firme, sustentado pela expectativa de múltiplas intervenções de responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos, que poderão clarificar a orientação futura da política monetária. A moeda norte-americana prolonga assim o movimento de recuperação após a volatilidade registada na semana passada, marcada por decisões de política monetária nos EUA, Reino Unido e Japão.


Na sessão asiática de segunda-feira, o dólar mostrou resiliência, fixando-se em 97,75 pontos no índice que mede o seu desempenho face a um cabaz de moedas. A procura pela divisa foi reforçada pela antecipação de cerca de dez discursos de responsáveis da Fed, incluindo o presidente Jerome Powell.

Os analistas consideram que as intervenções poderão mexer de forma sensível com os mercados cambiais, em particular a aguardada declaração de Stephen Miran, novo governador da Fed, que na última reunião votou a favor de um corte mais acentuado das taxas (50 pontos base). Miran defendeu a sua independência como decisor e prometeu justificar detalhadamente a sua posição.

No mercado europeu, a libra esterlina caiu para 1,3458 dólares, o nível mais baixo em duas semanas, pressionada pelo aumento do endividamento público britânico e pelas dificuldades do Banco de Inglaterra em equilibrar crescimento e inflação. Jane Foley, estratega do Rabobank, afirmou que “as perspectivas fiscais continuam a colocar a libra numa posição frágil, possivelmente para lá do outono”.

O iene japonês recuou 0,16%, cotando-se a 148,22 por dólar, depois de uma ligeira recuperação na sexta-feira, quando sinais mais firmes do Banco do Japão reacenderam a hipótese de uma subida de taxas no curto prazo.

O euro também cedeu terreno, negociando a 1,1738 dólares (-0,07%), enquanto o dólar australiano desvalorizou 0,02%, para 0,6589 dólares.

Em Wall Street, os principais índices terminaram a última sessão da semana anterior em alta: o Dow Jones subiu mais de 0,3%, o S&P 500 avançou cerca de 0,5% e o Nasdaq valorizou quase 0,75%, reflectindo uma recuperação após a reacção inicial ao corte da Fed.

Na Ásia, a China manteve inalteradas as taxas de juro de referência pelo quarto mês consecutivo, em linha com as expectativas do mercado, num contexto em que Pequim procura equilibrar estímulos com a necessidade de estabilidade financeira. O yuan offshore registou variação mínima, situando-se em 7,1151 por dólar.

Para já, o sentimento predominante entre investidores é de cautela: o mercado cambial segue de perto as próximas palavras dos decisores da Fed, procurando sinais claros sobre o ritmo e a profundidade do ciclo de cortes em curso

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