
Dólar recuou após nomeação de Scott Bessent como Secretário do Tesouro
- Nomeação de um fiscalista conservador tranquiliza o mercado de títulos, enquanto o euro e a libra esterlina recuperam terreno face à moeda americana.
O dólar perdeu parte dos seus ganhos recentes nesta segunda-feira, 25/11, recuando de máximas de dois anos após a nomeação de Scott Bessent como futuro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. A escolha, feita pelo Presidente eleito Donald Trump, foi bem recebida pelo mercado de títulos, resultando numa queda nos rendimentos do Tesouro americano e reduzindo parte da vantagem cambial do dólar.
Impacto no Mercado Cambial
O índice do dólar caiu 0,5%, para 106,950, após atingir 108,090 na sexta-feira, o seu maior nível em dois anos. Apesar do recuo, Bessent é amplamente visto como um defensor de um dólar forte, o que pode limitar a desvalorização da moeda a curto prazo.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano a 10 anos caíram de 4,412% para 4,351%, refletindo o alívio dos investidores com a nomeação de um fiscalista conservador, visto como uma garantia de prudência nas políticas orçamentais. No entanto, analistas indicaram que o recente enfraquecimento do dólar também pode ser explicado por uma correção técnica, após oito semanas consecutivas de valorização.
O desempenho das principais moedas
O euro recuperou 0,7%, sendo cotado a 1,0496 dólares, afastando-se da mínima de dois anos registada na sexta-feira, 22/11. Essa recuperação foi atribuída à perspectiva de flexibilização mais agressiva pelo Banco Central Europeu (BCE), que poderá cortar as taxas de juros em meio ponto percentual em dezembro. Por outro lado, as pesquisas industriais fracas na zona euro continuaram a limitar os ganhos da moeda única.
A libra esterlina também mostrou sinais de recuperação, subindo 0,4% para 1,2591 dólares, após atingir uma mínima de seis semanas na última sexta-feira. Apesar disso, a fraqueza contínua nos dados de vendas a retalho do Reino Unido mantém o mercado cauteloso, com uma probabilidade crescente de cortes nas taxas pelo Banco de Inglaterra em Fevereiro de 2025.
Perspectiva para os Bancos Centrais
Os mercados financeiros ajustaram as expectativas em relação às políticas monetárias do BCE e do Federal Reserve. Prevê-se que o BCE implemente uma flexibilização de 154 pontos base até o final de 2025, enquanto o Fed deverá limitar os cortes de taxa a 65 pontos base. Essa divergência nas políticas monetárias continua a ser um factor determinante para as dinâmicas cambiais.
Outros Mercados: Criptomoedas e Bitcoin
No universo das criptomoedas, o Bitcoin recuou 1,2%, sendo negociado a 98.208 dólares, após ter ultrapassado a marca simbólica dos 100.000 dólares na semana anterior. A valorização do Bitcoin nas últimas semanas, superior a 40%, reflecte as expectativas de um ambiente regulatório mais favorável sob a administração Trump.
Em suma, a nomeação de Scott Bessent como futuro Secretário do Tesouro dos EUA trouxe alívio ao mercado de títulos, ao mesmo tempo que ajustou as expectativas cambiais. Enquanto o dólar enfrenta correções técnicas, moedas como o euro e a libra esterlina tentam recuperar terreno, influenciadas pelas políticas monetárias regionais. No horizonte próximo, as decisões dos principais bancos centrais e a evolução das condições macroeconómicas continuarão a moldar os mercados globais.
Factores que Influenciam o Mercado Cambial
- Nomeação de Scott Bessent: Fiscalista conservador favorece estabilidade nos mercados de títulos.
- Rendimentos do Tesouro: Queda para 4,351% após máximas recentes.
- Euro: Recuperação de 0,7%, cotado a 1,0496 dólares.
- Expectativas do BCE: Flexibilização de até 154 pontos base em 2025.
Bitcoin: Valorização de 40% desde as eleições americanas, seguido de leve recuo para 98.208 dólares.
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