
Em Plena Crise, BNI Reduz Incumprimento em 29,4% e Destaca-se Entre os Mais Sólidos
- Banco Nacional de Investimento melhora significativamente o seu rácio de crédito em incumprimento e exibe níveis elevados de solvabilidade e liquidez, num contexto económico marcado por incertezas e dificuldades operacionais;
- Rácio de crédito em incumprimento do BNI caiu 29,4 pontos percentuais, para 14,58%;
- Ecobank, Moza Banco e Access Bank apresentam os rácios mais elevados;
- BNI regista também um dos mais altos rácios de solvabilidade (41,90%);
- Banco assegura robustez de liquidez com cobertura de 115,31%;
- Melhorias reflectem gestão prudente do risco e confiança acrescida dos investidores.
O Banco Nacional de Investimento (BNI) conseguiu reduzir o seu rácio de crédito em incumprimento de 43,98% no final de 2023 para 14,58% no primeiro trimestre de 2025, aproximando-se da média do sistema bancário nacional, estimada em 13%. Esta melhoria surge num cenário de crise, com efeitos pós-eleitorais ainda a impactar o tecido empresarial moçambicano.
O Banco Nacional de Investimento (BNI) destacou-se no sector bancário nacional ao apresentar uma melhoria significativa na qualidade da sua carteira de crédito. O rácio de crédito em incumprimento (NPL) desceu de 43,98% no IV Trimestre de 2023 para 14,58% no I Trimestre de 2025 — uma redução de 29,4 pontos percentuais que coloca o BNI alinhado com a média do sistema bancário nacional.
Segundo o relatório sobre os Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros do Sector Bancário, publicado pelo Banco de Moçambique, a generalidade dos bancos comerciais registou melhorias nos seus NPLs. Todavia, alguns bancos continuam a apresentar níveis preocupantes: o Ecobank com 48,17%, o Moza Banco com 36,58% e o Access Bank com 20,69%.
Para além da melhoria na carteira de crédito, o BNI evidenciou igualmente indicadores de robustez ao nível da solvabilidade e liquidez. Com um rácio de solvabilidade de 41,90%, o banco surge entre os três mais sólidos do sistema financeiro, atrás apenas do BIG (454,05%) e do UBA (64,24%). Estes valores superam largamente o mínimo exigido pela autoridade monetária, fixado em 12%.
No capítulo da liquidez, o banco também se destaca. O rácio de Cobertura de Liquidez de Curto Prazo do BNI fixou-se em 115,31%, acima da média do sector (65%), sendo apenas ultrapassado pelo BIG com 162,42%. Estes indicadores confirmam a capacidade do BNI de responder a pressões de curto prazo sem comprometer a estabilidade financeira.
O relatório do Banco de Moçambique observa que estes resultados foram alcançados num cenário económico adverso, marcado pelos efeitos pós-eleitorais e pelas dificuldades operacionais enfrentadas por muitos agentes económicos, com impacto particular nas pequenas e médias empresas, muitas das quais viram as suas actividades reduzidas ou encerradas.
A actuação do BNI reforça a percepção de que a estabilidade e segurança das instituições financeiras pode ser preservada, mesmo em contextos adversos, quando acompanhada por uma gestão criteriosa do risco e uma estratégia de investimento bem orientada.
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