Empresariado moçambicano considera empresários quenianos potenciais parceiros estratégicos nos desafios económicos dos dois países e do continente

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  • O sector privado interessado em aprofundar parcerias e explorar oportunidades de negócios e investimentos com os seus homólogos quenianos.

O sector privado deseja reverter o actual cenário de baixo fluxo comercial entre Moçambique que, por exemplo, em 2021, foi de US$ 30,7 milhões, um valor considerado irrisório, sendo que os fluxos de investimento estrangeiro directo são também insignificantes.

Presidente do Quénia, William Ruto

“Acreditamos nas oportunidades existentes para aumentar as nossas relações comerciais e de investimento, nomeadamente nas exportações de chá, milho, açúcar, cabos de alumínio, entre outras mercadorias”, disse Agostinho Vuma, falando em nome do comunidade empresarial moçambicana, no decurso do Fórum de Negócios Moçambique- Quénia que se realizou paralelamente a visita de Estado de três dias que o Presidente do Quénia, William Ruto, efectuou a Moçambique.

O líder do empresariado privado nacional, dirigindo-se particularmente a delegação empresarial queniana, disse que Moçambique registou progressos significativos, fruto do diálogo público-privado, que se traduziram  na introdução e adaptação de medidas do Pacote de Aceleração Económica que estão a permitir  desburocratizar, facilitar e proteger a execução de investimentos e mobilizar financiamento para o sector privado.

“A CTA, enquanto entidade representativa do sector privado moçambicano, tem vindo a promover a livre concorrência, atração e entrada de mais players no mercado”, disse Agostinho Vuma, referindo-se ao papel que a CTA tem estado a desempenhar na dinamização da economia e promoção de investimentos.

Para a CTA aspectos como a sustentabilidade, constituem desafios que se colocam ao empresariado nacional quanto à necessidade de capacitação e certificação para estabelecer ligações com grandes projectos, no sentido de servir as diferentes componentes da cadeia de valor da indústria do petróleo e do gás, além de garantir que outros sectores da economia sejam impulsionados.

O Presidente da CTA convidou os empresários quenianos

Adicionalmente, no rol de actividades que o CTA desenvolve, gostaria de destacar que no passado mês de Junho, o CTA juntamente com o Governo de Moçambique convocou a décima oitava edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), onde foram discutidas soluções para acelerar a industrialização do país e diversificação da estrutura econômica.

A Câmara de Comércio de Moçambique, considerou o fórum de negócios como uma oportunidade para despertar sobre a necessidade de colocar os sectores empresariais dos dois países, no centro das diversas esferas de desenvolvimento e cooperação bilateral, através da partilha de potencialidades mútuas, desafios e oportunidades concretas que as duas economias proporcionam.

Presidente da CCM, Álvaro Massingue

“Torna-se, para tanto, indispensável a promoção de um mais vigoroso intercâmbio comercial e empresarial entre nós, o que passa pelo estabelecimento de parcerias que ajudem a impulsionar o desenvolvimento económico das micros, pequenas e médias empresas de Moçambique e do Quénia, enquanto principais vectores da internacionalização de marcas, produtos e serviços capazes de estimular negócios intra-africanos”. Disse Álvaro Massingue, Presidente da CCM.

Massinga destacou o enorme potencial económico, industrial e turístico do Quénia, do qual o empresariado nacional pretende estabelecer ligações para o empoderamento recíproco, particularmente na partilha de know how. Disse Álvaro Massinga a experiência do empresariado queniano em áreas como a indústria de refinação do petróleo, que pode ser usada para ajudar a equipar o sector empresarial moçambicano em face dos desafios da competitividade e oferta de serviços à emergente indústria do petróleo e gás, particularmente no que à transformação e processamento interno destas commodities diz respeito.

O Presidente da CCM, disse ainda que a emergência da Zona de Comércio Livre Continental de África desafia o sector privado a assumir um papel mais dinâmico.

Alavaro Massinga reconheceu que as classes empresariais dos dois países precisam de ser ou estar preparadas  de forma a se tornarem mais competitivas e devidamente capacitadas para enfrentar com optimismo e tirarem maiores benefícios das potencialidades que o extenso mercado de consumo representa ao mesmo tempo que sao promover relacões justas e equilibradas de comercio e partilha dos recursos comuns.

Outro enorme desafio decorrente deste mercado comum é a necessidade de concentrarmos esforços e investimentos no sector produtivo, para com optimismo assegurarmos a solidez de uma classe empresarial à altura das necessidades que emergem.

“Como Câmara de Comércio de Moçambique acreditamos no potencial que existe entre nós e gostaríamos de partilhar das ricas experiências do Quénia na produção agro-pecuária, pescas e na promoção e melhor aproveitamento do potencial turístico, sem descurar outros sectores de actividade melhor identificados e representados neste fórum”, disse sobre as expectativas reinantes no sector empresarial moçambicano relativamente a contraparte queniana.

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