
- A perfuração, iniciada em Abril, aconteceu depois da avaliação do potencial petrolífero e que culminou com a identificação do prospecto Raia
A Empresa Eni Mozambíco S.p.A acaba de concluir a perfuração do primeiro poço e prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos na Área A5-A, ao largo do distrito de Angoche, província de Nampula.
Dados em poder do “Noticias” indicam que a plataforma de perfuração – West Capella propriedade da Aquadrill, que havia sido contratada pelo concessionário da área, já deixou o local da perfuração.
“Na verdade, a Eni havia programado a perfuração de um poço no local. Neste momento ainda é prematuro avançar o resultado desta operação porque se está na fase da avaliação”, disse o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Nazário Bangalane, citado pelo diário “Notícias”, na sua edição de segunda-feira, 10/07.
Acrescentou que, depois desta operação, a Eni ainda dispõe de tempo para avaliar se precisa avançar para outras perfurações ou não.
Sem dar detalhes referentes à profundidade alcançada, Nazário Bangalane clarificou que o furo, baptizado com o nome Raia-1, foi o primeiro a ser realizado no quadro do programa de trabalhos acorda do com o Governo no âmbito do Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção (CCPP) rubricado em Dezembro de 2018 e com efeitos desde Janeiro do ano seguinte, decorrente do 5.º Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos.
Refira-se que, independente do resultado, este foi o primeiro poço de pesquisa nesta parte da Bacia de Moçambique, que tem a particularidade de permitir a recolha de informação geológica e avaliação do potencial petrolífero do bloco de Angoche,
A Área A5-A localiza-se ao largo da costa de Angoche a uma profundidade de lâmina de água que varia de 300 a 1800 metros. Com uma área de 4612 quilómetros quadrados, este dista aproximadamente 50 quilómetros de Angoche e 220 de Nacala.
O consórcio que opera a Área A5-A integra a Eni Mozambico S.p.A, que detém 49.5 por cento de interesse participativo; a Qatar Energy Mozambíque, Limitada, com 25,5 por cento; a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P., 15 por cento; e a Sasol Petroleum Mozambique Exploration, Lda, 10 por cento.
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